Menu
Promoções

O cotidiano de um povo quase esquecido

Arquivo Geral

19/11/2004 0h00

Novembro é o mês em que se comemora a consciência negra. Pensando na data, será inaugurada hoje a exposição Sangue Forte de Coragem – A Contemporaneidade Kalunga, trabalho do fotógrafo Olivier Boëls e da antropóloga da UnB, Lena Tosta. Por meio das fotos e textos, a dupla registrou o cotidiano do povo Kalunga, descendente dos negros de quilombos, que se encontra no interior do Goiás, em cidades como Cavalcante, Teresina de Goiás e Monte Alegre. O trabalho de pesquisa durou um ano e meio, com muitas idas e vindas ao interior, para encontrar os personagens. Dessa relação surgiu amizade com alguns, como Altimira dos Santos e Dainda dos Santos Rosa, pessoas que passaram a ter voz ativa no trabalho de Olivier e Lena e os ajudaram a “ler as fotos”. “Elas trabalharam como editoras ao nosso lado o tempo todo. Elas perceberam a importância do registro e se empenharam em ajudar. Hoje, estão em Brasília, hospedadas conosco. Vieram ver a exposição”, conta Lena Tosta. A mostra reúne cerca de 55 fotos. A imagem ao lado é uma delas e retrata a colheita de arroz feita em família (avó e neta). O método desenvolvido pelos Kalunga chama-se Colheita de Cachimbo e é mais lento, porém mais produtivo, pois quase não há perda de grãos. “Percebemos que os Kalunga não são um povo isolado, alienado. Eles têm consciência de tudo o que acontece ao redor da comunidade e optam por usufruir ou não desse outro mundo”, explica Olivier Boëls. No ano que vem, todas as fotografias serão editadas em um livro, coordenado pela fotógrafa Dirce Carrion, de São Paulo, que trabalha promovendo o intercâmbio entre as comunidades de origem africana e o Brasil. “Reuniremos cerca de 110 imagens. O projeto já está no Ministério da Cultura. Só falta um patrocinador”, afirma Boëls.

    Você também pode gostar

    O cotidiano de um povo quase esquecido

    Arquivo Geral

    19/11/2004 0h00

    Novembro é o mês em que se comemora a consciência negra. Pensando na data, será inaugurada hoje a exposição Sangue Forte de Coragem – A Contemporaneidade Kalunga, trabalho do fotógrafo Olivier Boëls e da antropóloga da UnB, Lena Tosta. Por meio das fotos e textos, a dupla registrou o cotidiano do povo Kalunga, descendente dos negros de quilombos, que se encontra no interior do Goiás, em cidades como Cavalcante, Teresina de Goiás e Monte Alegre. O trabalho de pesquisa durou um ano e meio, com muitas idas e vindas ao interior, para encontrar os personagens. Dessa relação surgiu amizade com alguns, como Altimira dos Santos e Dainda dos Santos Rosa, pessoas que passaram a ter voz ativa no trabalho de Olivier e Lena e os ajudaram a “ler as fotos”. “Elas trabalharam como editoras ao nosso lado o tempo todo. Elas perceberam a importância do registro e se empenharam em ajudar. Hoje, estão em Brasília, hospedadas conosco. Vieram ver a exposição”, conta Lena Tosta. A mostra reúne cerca de 55 fotos. A imagem ao lado é uma delas e retrata a colheita de arroz feita em família (avó e neta). O método desenvolvido pelos Kalunga chama-se Colheita de Cachimbo e é mais lento, porém mais produtivo, pois quase não há perda de grãos. “Percebemos que os Kalunga não são um povo isolado, alienado. Eles têm consciência de tudo o que acontece ao redor da comunidade e optam por usufruir ou não desse outro mundo”, explica Olivier Boëls. No ano que vem, todas as fotografias serão editadas em um livro, coordenado pela fotógrafa Dirce Carrion, de São Paulo, que trabalha promovendo o intercâmbio entre as comunidades de origem africana e o Brasil. “Reuniremos cerca de 110 imagens. O projeto já está no Ministério da Cultura. Só falta um patrocinador”, afirma Boëls.

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado