Convencida do fracasso da sua novela, sentindo que não existem meios para a sua recuperação, a Rede Record pode decidir, no começo dessa próxima semana, a retirada de Metamorphoses do ar. Não foi por falta de aviso. Aliás, como já dizia aquela venha senhora: “Quem não ouve conselho, ouve coitado”. Todos nós sabemos que a Record, entre todas as emissoras, é a que tem uma vidinha financeira mais saudável. A sua fonte de renda nunca ficou restrita aos trabalhos ou contratos do departamento comercial ou do resultado oferecido pelos intervalos da programação. Não chega a ser dinheiro que cai do céu, mas é quase isso; ainda assim, sempre é bom considerarmos que televisão é “um brinquedo caro”, que não permite erros grosseiros. Não convém viver perigosamente ou ficar arriscando o tempo todo. Tirar essa novela do ar, por pior que ela seja, entre outras coisas, significa desgaste de imagem. Quem é o anunciante que amanhã vai arriscar seu dinheiro em qualquer outra aposta da emissora? É uma decisão difícil, que pode ter conseqüências ainda impossíveis de serem conhecidas ou avaliadas.