Devo confessar: assisti ao primeiro O Aprendiz, na semana passada, com um pé atrás. Como muita gente, imaginei: “Lá vem mais um reality show!”. Também pensei coisas como “que tem a ver o Roberto Justus, um cara simpático, mas publicitário, agora querendo se fazer de artista?”, e por aí afora. Por dever do ofício, depois de uma quinta-feira daquelas, televisão na frente, dez da noite e lá vamos nós agüentar o tal O Aprendiz. Abertura, apresentação dos participantes, Justus aparecendo, cenas diurnas e noturnas da cidade, imagens aéreas, São Paulo bonita. Me ajeitei na cadeira. Eis que, de repente, me peguei envolvido pelo programa, completamente interessado em saber como a coisa ia funcionar. Sumiu, como por encanto, aquela má vontade do começo. O programa é bom e foge da mesmice de outros reality shows espalhados pelos cantos do nosso vídeo. O trabalho da produção é impecável. A captação de imagens e a edição muito bem feitas, dinâmicas, assim como a sonorização do programa. Um padrão bem acima da média. Roberto Justus, para minha surpresa, tem jeito para a coisa. Ele se mostrou seguro, sabendo o que fazia. E, para não dizer que só falei de flores, acho apenas que a utilização de uma segunda câmera, na Bolsa de Valores e Mercadorias, foi totalmente desnecessária, até porque ficou claro que um equipamento foi regulado de maneira bem diferente do outro. Uma bobagem. Pelo que mostrou no primeiro dia, O Aprendiz deve ser recomendado.