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O baiano perdeu a mão no garimpo

Arquivo Geral

30/11/2004 0h00

Tuna Espinheira, um dos raros veteranos a emplacar um filme na mostra competitiva em 35mm, apresentou uma ingenuidade de principiante ao dirigir pela Chapada Diamantina a embarcação do longa-metragem Cascalho. O baiano perdeu a mão e o rumo ao tentar fazer um recorte épico da exploração do trabalho de garimpeiros no início do século 20.

O tema é consistente. Ele tinha o sempre ótimo Othon Bastos no papel do antagonista, porém puxando um elenco de atores razoáveis. A história é narrada lentamente e tenta concluir-se precipitadamente. Consegue, de certa forma, prender a atenção em bons momentos dramáticos e ao mostrar a justiça sangrenta dos doutores da lei da época.

Torna-se enfadonho. Primeiro pela falta de um eixo narrativo mais sóbrio. Depois, pela grande dispersão dos personagens. Não há protagonista. Na verdade, existem vários. O que não seria um problema se o cineasta não concentrasse toda a carga dramática do filme num único personagem (Filó) que, até a metade do filme é um coadjuvante inexpressivo e, em seguida, toma os holofotes, mas não brilha.

As belas paisagens da Chapada Diamantina muito bem exploradas pela câmera – o cartão de visita de Tuna – não justificam o filme, muito menos o enredo, que se enfraquece à medida em que o conflito da trama é resolvido.

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    O tema é consistente. Ele tinha o sempre ótimo Othon Bastos no papel do antagonista, porém puxando um elenco de atores razoáveis. A história é narrada lentamente e tenta concluir-se precipitadamente. Consegue, de certa forma, prender a atenção em bons momentos dramáticos e ao mostrar a justiça sangrenta dos doutores da lei da época.

    Torna-se enfadonho. Primeiro pela falta de um eixo narrativo mais sóbrio. Depois, pela grande dispersão dos personagens. Não há protagonista. Na verdade, existem vários. O que não seria um problema se o cineasta não concentrasse toda a carga dramática do filme num único personagem (Filó) que, até a metade do filme é um coadjuvante inexpressivo e, em seguida, toma os holofotes, mas não brilha.

    As belas paisagens da Chapada Diamantina muito bem exploradas pela câmera – o cartão de visita de Tuna – não justificam o filme, muito menos o enredo, que se enfraquece à medida em que o conflito da trama é resolvido.

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