A voz rouca de Emmerson Nogueira é o charme que já lhe rendeu a venda de um milhão de discos, três discos de ouro, um lugar no top 5 de sua gravadora, a Sony Music, e casas lotadas pelo País. O show Versão Acústica 3, hoje, às 21h, no Academia Music Hall, com a banda Versão Acústica, promete agitar a veia roqueira do público brasiliense e comprovar porque Emmerson Nogueira atrai tanto os brasileiros, que entendem melhor as letras dos sucessos internacionais cantados por ele.
Emmerson já esteve no Academia Music Hall e no Country Club. “Gostei muito do público brasiliense. São pessoas que gostam de rock, que ficam em pé durante o show”, comemora o cantor. Entretanto, como o show é completamente acústico, a banda ficará sentada durante toda a apresentação.
O público de Emmerson Nogueira o conhece melhor hoje, assim como ele sabe quem é seu público. Nem sempre foi assim. No início de sua carreira, 17 anos atrás, o cantor tinha uma previsão que quem gostaria de releituras de clássicos seriam pessoas mais velhas. “Com o passar do tempo fiquei surpreendido quando meninos de 15, 16 anos passaram a aparecer no camarim após os shows. A molecada que quer aprender a tocar violão demonstra interesse pelo meu trabalho”, afirma Nogueira, que também atribui a febre dos jovens por sua arte ao fato de ele colocar nos encartes dos seus CDs as cifras das músicas que toca, para que outras pessoas possam tocá-las também.
Essas “releituras” que Nogueira faz de músicas estrangeiras não deixam de fora a cultura tupiniquim. “Eu gosto de mesclar elementos brasileiros às músicas internacionais”, confessa o músico, que inseriu um pandeiro em sua versão para Money, clássico do disco The Dark Side of the Moon do Pink Floyd. “Fiz isto para reproduzir o som da caixa registradora de dinheiro, ouvida na versão original”, diz o cantor. Do mesmo álbum, Emmerson Nogueira já gravou a música Breathe Reprise. “Sou fissurado por esse disco”, diz ele.
Os vocais femininos, muito utilizados pelo Pink Floyd em músicas como The Great Gig In The Sky, na banda Versão Acústica são feitos pelas cantoras Vanessa Farias e Caroline Marques – que também tem voz na escolha das músicas. “99% do repertório são músicas dos anos 70, 80, até meados de 90”, diz o cantor.
Neste mês, Emmerson Nogueira lançou o CD Emmerson Nogueira – Beatles, em que gravou Golden Slumbers, do disco Abbey Road, Mother Nature´s Son, do White Album e Black Bird, que tem uma linda introdução de violão dedilhado. “São músicas dos Beatles nem tão conhecidas assim, é o lado B”, acredita.
Mas os brasilienses não conhecerão esse trabalho agora. No show de hoje à noite, ele interpretará canções de várias bandas e dos Beatles a escolhida foi Ticket To Ride. “Supertramp sempre está no repertório porque sou fã da banda”, diz Emmerson Nogueira. O rock progressivo também ganha espaço. “Costumamos tocar Owner of a Lonely Heart, do Yes, no bis”, diz Emmerson Nogueira.
Também no set list, bastante Queen (Radio Gaga e I Want To Break Free), a clássica Hotel California, do The Eagles, além Mrs. Robinson (Simon e Garfunkel) e Show Me The Way (Peter Frampton). “Todas estão no set list para quem gosta de rock”, diz Emmerson Nogueira.