Ninguém merece. Passado todo aquele sofrimento, até agora não sei o que mais incomodou: a bolinha que o Brasil jogou contra o Uruguai ou a rabugice, o extremismo e a parcialidade do Galvão Bueno. Na última quarta-feira, com toda a franqueza, ele se superou. Esteve simplesmente insuportável. Chato demais. Todo e qualquer jogador que não tem a sua simpatia pessoal recebe uma marcação tão cerrada que causa inveja a qualquer zagueirão adversário. Em compensação, os que têm a sua simpatia, entre os quais não se incluem Alex ou Luiz Fabiano, continuam certos mesmo quando erram. É uma coisa impressionante. O nosso Galvão consegue tirar qualquer um do sério. O coitado do árbitro não tinha nem entrado em campo e já estava apitando errado; o bandeirinha, que não errou nenhum impedimento, se apresentou com o “braço engessado”; o Alex, sempre “apagado”; Luiz Fabiano não participava do jogo e por aí afora… Em compensação, existem os que não erram, ainda quando falham e que acertam sempre, mesmo quando erram. É complicado. Sobrou até para Ricardo Teixeira a culpa do mau futebol da seleção. Foi uma noite tão ensandecida que os comentaristas ao lado, Casagrande e Paulo Roberto Falcão, às vezes não tinham nem o que dizer. Estavam completamente sem jeito.