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Noite de documentário no Cine Brasília

Arquivo Geral

26/11/2004 0h00

Pode-se dizer que Eduardo Coutinho é o documentarista mais aclamado no Brasil hoje. É também um dos diretores mais ativos, com uma filmografia de 16 filmes em quase 40 anos de cinema e é também o nome de maior peso na mostra competitiva do 37° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, onde disputa com o filme Peões, uma viagem aos anos das greves do ABC paulista, em 1979 e 1980. O veterano do cinema-documentário chega ao festival com um Candango de Melhor Filme nas costas, arrematado em 1999 pelo inspiradíssimo Santo Forte; e com a boa reputação garantida pelo antológico Cabra Marcado Pra Morrer (finalizado em 1984), seu primeiro documentário em 35mm. Coutinho é homem do povo. Não busca receitas para documentar uma história, nem mesmo personagens famosos da História ou da arte. O mote de seus filmes é a pessoa comum. A senhora de idade que busca dos céus resposta para sua dor, em Santo Forte; o garoto da favela encantado com os fogos de artifício (Babilônia 2000); e um triste senhor cuja única alegria foi ter cantado ao lado de Frank Sinatra (Edifício Master). Desta vez não é diferente. O assunto que aborda diz respeito diretamente à figura do atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Porém, Lula passa despercebido pela história contada por Coutinho em Peões. O filme relata a luta operária no ABC paulista nos anos de 1979 e 80. O cineasta explora a vida daqueles quase-revolucionários desconhecidos até então. Os ex-operários recordam a opressão sofrida com a militância política e exibem souvenirs das greves históricas.

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    26/11/2004 0h00

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