Quatorze milhões de leitores no mundo não podem estar errados. Talvez por isso, O Código Da Vinci, best-seller escrito por Dan Brown, tenha virado um fenômeno. Além do sucesso editorial, ganhará versão nos cinemas, estrelada por Tom Hanks, e já tem companhia nas livrarias. De guias para entender e decifrar o código a outros que se propõem a desmascará-lo, não faltam variações sobre o mesmo tema: a trama que mistura história e ficção e um novo olhar sobre questões religiosas.
“O Código Da Vinci é um Harry Potter para adultos. Ele reúne todos os ingredientes que interessam e prendem a atenção do leitor: suspense, romance, Da Vinci, história da arte, religião e a misteriosa relação de Jesus e Maria Madalena”, avalia Marcos Pereira, editor da Sextante. Desde que o livro foi lançado no Brasil pela editora, na última semana de março, foram vendidos 512 mil exemplares no País – o bastante para garantir o primeiro lugar entre os mais vendidos. Nas prateleiras e na preferência dos leitores, O Código Da Vinci convive quase que pacificamente com títulos como Quebrando o Código Da Vinci e A Fraude do Código Da Vinci.
Isso sem contar todas as obras que, na esteira do best-seller, também se baseiam nos evangelhos e em pesquisas e novas interpretações sobre o Santo Graal e Maria Madalena.
O Código Da Vinci já tem até data de estréia marcada nos Estados Unidos: 19 de maio de 2006. Depois de muitas especulações, Tom Hanks foi confirmado no papel de Robert Langdon – consta que Russell Crowe e George Clooney também brigaram pelo papel. A direção ficará com Ron Howard, que já trabalhou com Hanks em Splash – Uma Sereia em Minha Vida e Apolo 13. A trama gira em torno de Langdon e da criptógrafa Sophie Neveu, que depois de um assassinato no Museu do Louvre tentam desvendar segredo milenar da Igreja Católica. Para o papel de Sophie, a mais cotada é a francesa Julie Delpy, de Antes do Pôr-do-Sol.