A indiazinha Tainá, encarnada no cinema pela atriz-mirim Eunice Baía pela primeira vez em 2000, virou símbolo da luta contra a depredação do meio ambiente e até uma referência filmográfica para alunos do ensino primário. O sucesso da produção infanto-juvenil desencadeou uma seqüência que estréia na programação do Festivalzinho durante a semana do 37º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
Tainá 2 – A Aventura Continua já havia conquistado o primeiro troféu internacional antes mesmo de ser lançado no Brasil. Desde o início do semestre, a produção é exibida no circuito dos festivais e chega em Brasília para ser exibido estritamente para escolas agendadas. A produção brasileira recebeu o primeiro prêmio como Melhor Filme de Aventura no Festival Internacional de Cinema Infantil de Chicago, em outubro – superou 120 concorrentes de 40 países, entre Estados Unidos, Inglaterra e França, por exemplo.
O primeiro filme da série, Tainá – Uma Aventura na Amazônia, foi dirigido pela dupla Tânia Lamarca e Sérgio Bloch. Para o novo projeto, foi escalada a experiência do produtor Mauro Lima (que trabalhou ao lado de Guel Arraes em Lisbela e o Prisioneiro). Eunice Baía, intérprete da protagonista Tainá, gravou todas as cenas do filme sem saber nem ler e nem escrever. Para que pudesse atuar no filme, um membro da produção sempre lia seus diálogos para que ela pudesse decorá-los. Agora, a garotinha já está letrada e mais madura, com 13 anos de idade.
o filme Nesta segunda aventura, Tainá continua sua luta pela preservação do meio ambiente após ter conseguido dar uma lição de moral em traficantes de animais selvagens e lenhadores. Nesta nova fase da luta contra os piratas de biodiversidade, Tainá enfrenta uma perigosa quadrilha que, para capturar e comercializar espécies raras da fauna amazônica, ataca as árvores milenares onde muitos deles se abrigam.
A indiazinha se divide entre o enfrentamento dos bandidos e a atenção para com a pequenina Catiti, uma índia de seis anos que foge da aldeia para seguir o mesmo propósito que motiva Tainá: proteger o meio-ambiente. Há um choque cultural que envolve os conhecimentos urbanos, científicos, do estudante Carlito e o saber natural de Tainá. Mas todos devem se unir para vencer a agressividade dos malfeitores. Bóris é devolvido ao seu dono e Catiti adota uma oncinha orfã.
O filme foi realizado em locações no Pará, Amazonas, Rio de Janeiro e São Paulo, com um orçamento de aproximados R$ 5 milhões, R$ 1 milhão a mais do custo do primeiro da série. E a história da indiazinha conseguiu maior repercussão ainda com a segunda parte. Uma produtora da China, a Xangai Films, interessou-se pela personagem e quer produzir uma série animada em 26 capítulos, de 22 minutos cada.
O lançamento nacional de Tainá 2 no circuito comercial está programado para o dia 7 de janeiro do ano que vem, em 200 salas de cinema de todo o Brasil.
serviço
Festivalzinho – Todos os dias, a partir de quarta, às 10h, no Cine Brasília (106/7 Sul), apenas para escolas agendadas. Agendamento pelo telefone: 325-7777. Entrada franca.