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Natalie Imbruglia faz campanha contra doença que atinge mulheres

Arquivo Geral

27/06/2006 0h00

Até alguns anos atrás, Natalie Imbruglia nunca tinha ouvido falar em fístula obstétrica. Agora, a cantora tem como missão ajudar a prevenir uma condição devastadora, resultante do parto, que afeta pelo menos dois milhões de mulheres no mundo.

Em duas viagens à África, a artista australiana pôde ver em primeira mão até que ponto pode ser destrutivo para as mulheres um dos piores problemas obstétricos do mundo.
Depois de passar por um trabalho de parto doloroso e que se arrasta por dias, sem assistência médica, algumas mulheres em países pobres sofrem perda de tecidos do corpo, perdem seus bebês e passam a apresentar incontinência crônica. Com frequência, passam a ser rejeitadas por seus maridos, suas famílias e comunidades.

"Que uma mulher não possa ter um filho em segurança, hoje em dia, isso simplesmente não deveria acontecer", disse Imbruglia em entrevista. "Como não poderíamos sentir a obrigação de querer chamar a atenção para esse problema? Para mim, se for possível ajudar apenas uma dessas mulheres, isso já será, literalmente, devolver a vida a ela. É assim que eu vejo a questão", disse a cantora e atriz de 31 anos que chegou à fama no início dos anos 1990 na telenovela australiana Neighbours.

Doença Tratável

Imbruglia está trabalhando com o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), que em 2003 lançou a primeira campanha global para erradicar a fístula retovaginal pós-obstétrica. A agência mantém programas em 35 países para erradicar a condição, provocada por um trabalho de parto prolongado e obstruído que abre uma fístula no tecido situado entre o útero e a bexiga, deixando a mulher incontinente.

A fístula pode ser prevenida com atendimento obstétrico qualificado e, geralmente, um parto por cesárea. Noventa por cento das mulheres que apresentam a fístula podem ser curadas com uma cirurgia simples. Sem a cirurgia, as mulheres que apresentam o problema, e que normalmente são jovens, pobres e analfabetas, são isoladas e não podem trabalhar, devido ao mau cheiro que exalam.

A campanha visa prevenir a fístula obstétrica por meio da educação e a tratar as mulheres que apresentam o problema e lhes oferecer apoio após a cirurgia. Durante um programa de duas semanas realizado pela UNFPA na Nigéria, médicos britânicos e de outros países trataram mais de 500 mulheres que apresentavam a fístula e treinaram médicos locais.

Natalie Imbruglia reservou parte do tempo em que estaria trabalhando sobre um álbum novo, e antes de começar a rodar um filme na Austrália, para lançar uma campanha de conscientização e levantamento de fundos para o combate à fístula obstétrica na Grã-Bretanha, país onde a condição foi eliminada há um século. A campanha vai aparecer na televisão, em jornais, revistas e nas estações de metrô.

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