Quando vai chegando o Natal, Hollywood costuma desovar seus filmes cheios de esperança e com enredos construtivos. Entre os muitos presentes de gregos, vale a pena conferir um ou outro longa-metragem. É o caso deste Anjo de Vidro, tradução esdrúxula para o nome original Noel, que estréia hoje na cidade.
Dirigido por Chazz Palminteri, um bom ator que chamou atenção da crítica no bom Tiros na Broadway, de Woody Allen, e que, pela primeira vez, vai para trás das câmeras, o filme se concentra na cidade de Nova York. Aqui, as pessoas e as paisagens estão totalmente tomadas pelo espírito natalino. O consumismo leva as pessoas às lojas, enfeitadas com imagens de Papai Noel e muito neon.
É neste clima de alegria e festa que irá se desenrolar a vida de um grupo de pessoas que, ilhadas pela dor, não conseguem viver aquele momento especial. Entre elas, está Rose (Susan Sarandon), uma mulher em crise e instável que está passando suas férias em Manhattan para poder ficar com a mãe, doente em um hospital.
Outro personagem alheio ao Natal é Mike (Paul Walker), um policial que vive às turras com um homem mais velho (Alan Arkin), que, estranhamente acredita ter tido algum relacionamento com o oficial no passado, e que, ainda, tenta resolver problemas com a noiva, Nina (Penélope Cruz).
O filme conta com algumas participações curtas e especiais, como a de Robin Williams, que surge como um mensageiro da esperança para o personagem de Sarandon. E esperança, aliás, é o grande mote desse filme que chega com um mês de adiantamento e que tem tudo para fazer muita gente chorar.