Odia 13 foi instituído Dia do Marinheiro por ser a data de nascimento do almirante Marquês de Tamandaré, Patrono da Marinha do Brasil. Dentre as homenagens que a Marinha faz aos marinheiros, está o 28º Salão Brasília-Marinhas, com a exposição de 150 obras de artistas plásticos de todo o Brasil com temática ligada ao mar e à Marinha.
Três das obras foram premiadas pela Marinha do Brasil. Uma comissão formada por cinco pessoas ligadas as artes plásticas escolheram os vencedores. O primeiro lugar foi para Douglas Nascimento, com o quadro Sonho de Criança. O segundo foi Sergiomá, com A Regata e o terceiro colocado foi Clôe Selicani, com a obra Ilusão.
Além dessas premiaçãos, as obras Reflexão, de Salema, O Amanhecer, de Straus, e Mensagem de Amor, de Janda, receberam menção honrosa da comissão julgadora.
De acordo com o tenente Alexandre Peres, a exposição é uma maneira da Marinha se aproximar das pessoas e dar aos artistas plásticos a possibilidade de divulgar seus trabalhos. Além do Salão Brasília-Marinhas, é realizado em junho o Salão Riachuelo, em que as obras ficam expostas por duas semanas e os temas das são livres. A maioria dos quadros é de artistas brasilienses, mas a divulgação da exposição é nacional e a exposição não tem fins lucrativos.
Como este salão é específico para comemoração do Dia do Marinheiro, muitos artistas pintam obras exclusivamente para a exposição. É o caso do artista premiado Douglas Nascimento. É a segunda vez que ele participa de exposição da Marinha. Em junho, expôs um quadro tema livre. Agora, recebeu o primeiro lugar com a obra Sonho de Criança.
A técnica utilizada é o óleo sobre madeira, característica do artista. De acordo com o pintor, foi feita uma pesquisa sobre o assunto em fotos da Marinha e a partir daí foram surgindo as idéias. Na produção da obra, gastou três meses. “Quis retratar o sonho de criança. Assim como elas querem ser policiais e bombeiros, também existe a vontade de ser marinheiro. É uma obra surrealista”, afima.
O quadro é dividido em duas partes, que representam o passado e o presente. Numa delas é retratado um aquário com um navio afundado, um pirata deitado. No outro, uma criança está fascinada com navios. No meio, um mapa com os dizeres “nossos sonhos são o único tesouro que nem o tempo consegue apagar”.
A obra rendeu-lhe o primeiro lugar na premiação. Nascimento diz estar realizado com a repercussão que o seu trabalho está tomando. “Foi maravilhoso. As pessoas vieram me parabenizar, falaram que eu merecia. É muito bom”, afirma.
O próximo objetivo do artista é, com a ajuda da Marinha, levar a obra ao Palácio do Planalto para ser entregue ao presidente Lula. “Quero doar o quadro ao Programa Fome Zero e dar continuidade ao sonho de outras crianças”, conclui Nascimento.