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Não há glórias

Arquivo Geral

03/10/2005 0h00

América é, reconhecidamente, um dos grandes sucessos de audiência da Globo nos últimos anos, só que ainda tem uma dívida, se levarmos em consideração que é um trabalho de Glória Perez. Faltando menos de dois meses para o seu encerramento, a novela não conseguiu até agora colocar um merchandising social. Em se tratando desta autora, pioneira no gênero, chega a ser algo surpreendente. Há algumas “ameaças” dentro da história, como a deficiência visual dos personagens de Bruna Marquezine e Marcos Frota, a cleptomania de Haydée (Christiane Torloni), a questão dos maus-tratos aos touros em rodeios, mas estão jogados ao vento, longe de provocar o público ou causar forte mobilização da sociedade. Tem mais: a autora havia manifestado o desejo de abordar a questão das células-tronco, um tema tão em moda, porém a novela está chegando ao fim… e nada. Fazer por fazer, não vale a pena. E surge a pergunta: Glória Perez desaprendeu? Nada disso. O problema é que antes de trabalhar forte na questão do merchandising social, a autora precisou “arrumar a cozinha da sua novela”, pois havia um risco enorme de a vaca ir para o brejo. Lá atrás, todos lembram, América – com seus baixos índices – fazia a alegria da concorrência. Após Glória Perez pedir a cabeça de Jayme Monjardim e assumir inclusive a função de diretora, América é hoje o pesadelo das outras redes de TV. No entanto, gastou-se um tempo precioso para recolocar a novela no trilho de audiência. Agora, perto do fim, não se pode lamentar – entretanto não era esse o resultado esperado. Dos males o menor.

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    03/10/2005 0h00

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