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Músico brasiliense premiado na Itália

Arquivo Geral

17/08/2005 0h00

Pela primeira vez, um artista brasileiro recebeu o prêmio italiano Massimo Molinero, designado anualmente, desde 2002, a jovens estudantes do Hemisfério Sul. O vencedor foi o músico brasiliense Bruno Medina Pegoraro, de 27 anos.

Bruno enviou a Avigliana, no norte da Itália, uma coletânea de nove músicas num CD especial, com um currículo. Os arranjos em saxofone, concebidos por ele para um recital de mestrado em jazz, concluído em Louisville, nos Estados Unidos, foram feitos a partir de obras de Pixinguinha, Tom Jobim e outros mestres da música brasileira.

Por causa do prêmio, Bruno estará na itália de 27 de agosto a 3 de setembro. Participará como convidado especial da 13ª edição do Due Laghi Jazz Festival. Terá a chance de compartilhar experiências e ouvir jazzistas internacionalmente conhecidos, em workshops. Além dele, só um vietnamita de Hanoi, Vu Ba Nha, mereceu a distinção.

A relação do brasiliense com o instrumento vem de longa data. Bruno tocou os primeiros acordes aos 12 anos. A escolha pelo sax ocorreu no Colégio Militar. “Eu gostava do som, do formato, do brilho, da imagem do sax”, detalhou o músico, que optou pelo caminho da música mesmo sem haver precedentes na família. “Ninguém aqui em casa toca. Hoje, minha mãe toca um pouquinho de piano, mas ela só brinca”.

Empolgado, lapidou a técnica na Escola de Música de Brasília. Treinou o ouvido ao som de especialistas como John Coltrane, Charlie Parker e John Henderson. Sem tirar o pé do Brasil, incluiu em suas preferências Carlos Malta e o virtuose do choro Hamilton de Holanda.

Depois, por um misto de dever de ofício e temor dos pais pela profissão incerta, fez curso de Engenharia Civil na Universidade de Brasília. Mas, assim que pôde, deu prioridade ao que efetivamente gosta de fazer: se pós-graduou em sax, também na UnB.

“Ainda trabalhei como engenheiro por um ano, mas não agüentava, ia para o trabalho querendo voltar para casa”, lembra o músico, que tem uma rotina de mais de quatro horas diárias de estudos. A família, que no início de sua carreira tinha um pé atrás, hoje se rende ao talento do filho. “A gente gosta muito de ouvi-lo tocar. E ele ensaia tanto que, quando sai da sala de estudo, está pingando de suor”, ressalta a mãe, Maria Helena Pegoraro.

De tanto ensaiar, veio a necessidade de expandir horizontes. Após rodar bares e casas de show da cidade, viajou, em 2001, com o quarteto do DF Condomínio do Sax. Durante as passagens pela Europa e pelos Estados Unidos, articulou contatos. Como resultado, de agosto de 2002 até o mês passado, esteve na Universidade de Louisville, no Kentucky (EUA), em cursos de bacharelado e mestrado em jazz.

Depois de tanto tempo fora, a vontade é fincar raízes imediatamente. “O que quero, depois de voltar da Itália, é tocar bastante aqui em Brasília”, contou Bruno, que estima em mais de 200 o número de recitais e apresentações feitos em diferentes palcos.

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    17/08/2005 0h00

    Pela primeira vez, um artista brasileiro recebeu o prêmio italiano Massimo Molinero, designado anualmente, desde 2002, a jovens estudantes do Hemisfério Sul. O vencedor foi o músico brasiliense Bruno Medina Pegoraro, de 27 anos.

    Bruno enviou a Avigliana, no norte da Itália, uma coletânea de nove músicas num CD especial, com um currículo. Os arranjos em saxofone, concebidos por ele para um recital de mestrado em jazz, concluído em Louisville, nos Estados Unidos, foram feitos a partir de obras de Pixinguinha, Tom Jobim e outros mestres da música brasileira.

    Por causa do prêmio, Bruno estará na itália de 27 de agosto a 3 de setembro. Participará como convidado especial da 13ª edição do Due Laghi Jazz Festival. Terá a chance de compartilhar experiências e ouvir jazzistas internacionalmente conhecidos, em workshops. Além dele, só um vietnamita de Hanoi, Vu Ba Nha, mereceu a distinção.

    A relação do brasiliense com o instrumento vem de longa data. Bruno tocou os primeiros acordes aos 12 anos. A escolha pelo sax ocorreu no Colégio Militar. “Eu gostava do som, do formato, do brilho, da imagem do sax”, detalhou o músico, que optou pelo caminho da música mesmo sem haver precedentes na família. “Ninguém aqui em casa toca. Hoje, minha mãe toca um pouquinho de piano, mas ela só brinca”.

    Empolgado, lapidou a técnica na Escola de Música de Brasília. Treinou o ouvido ao som de especialistas como John Coltrane, Charlie Parker e John Henderson. Sem tirar o pé do Brasil, incluiu em suas preferências Carlos Malta e o virtuose do choro Hamilton de Holanda.

    Depois, por um misto de dever de ofício e temor dos pais pela profissão incerta, fez curso de Engenharia Civil na Universidade de Brasília. Mas, assim que pôde, deu prioridade ao que efetivamente gosta de fazer: se pós-graduou em sax, também na UnB.

    “Ainda trabalhei como engenheiro por um ano, mas não agüentava, ia para o trabalho querendo voltar para casa”, lembra o músico, que tem uma rotina de mais de quatro horas diárias de estudos. A família, que no início de sua carreira tinha um pé atrás, hoje se rende ao talento do filho. “A gente gosta muito de ouvi-lo tocar. E ele ensaia tanto que, quando sai da sala de estudo, está pingando de suor”, ressalta a mãe, Maria Helena Pegoraro.

    De tanto ensaiar, veio a necessidade de expandir horizontes. Após rodar bares e casas de show da cidade, viajou, em 2001, com o quarteto do DF Condomínio do Sax. Durante as passagens pela Europa e pelos Estados Unidos, articulou contatos. Como resultado, de agosto de 2002 até o mês passado, esteve na Universidade de Louisville, no Kentucky (EUA), em cursos de bacharelado e mestrado em jazz.

    Depois de tanto tempo fora, a vontade é fincar raízes imediatamente. “O que quero, depois de voltar da Itália, é tocar bastante aqui em Brasília”, contou Bruno, que estima em mais de 200 o número de recitais e apresentações feitos em diferentes palcos.

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