Os sintomas e vários problemas orgânicos trazidos com o agravamento da síndrome de Sjögren podem assustar aquelas pessoas que desconhecem a doença. Por isso é que o clínico-geral Leopoldo dos Santos Neto acredita que a informação é a grande arma para poder amenizar os efeitos do mal. “O diagóstico precoce é importante para evitar complicações maiores”, alerta.
Segundo o médico, esta é uma doença auto-imune crônica, na qual o nosso sistema imunológico ataca de forma errada principalmente a boca e os olhos. “É importante que se diga que essa síndrome não é contagiosa. As pessoas já nascem condicionadas para tê-la. Ou seja, não é para quem quer, é para quem pode”, explica o dr. Leopoldo Neto.
As mulheres são as maiores vítimas desse mal. Nove entre dez pessoas com esta síndrome são do sexo feminino. Grande parte das mulheres diagnosticadas estão na menopausa, contudo a Sjögren, podem ocorrer também em crianças e adolescentes.
A medicina não determinou ainda as causas da doença. O médico do HUB esclarece que existe um fator desencadeante, um gatilho, que pode ser uma infecção comum provocada por um vírus. Seus sintomas mais comuns são a xeroftalmia (olho seco) e xerostomia (boca seca).
O que acontece, na prática, com a síndrome de Sjögren é que as glândulas perdem a hidratação. Ou seja, as lágrimas dos olhos perdem a qualidade e, num estado mais adiantado deixam de ser produzidos. O mesmo acontece com a boca. “O paciente fica com a sensação e areia nos olhos e fotofobia, que é quando a luz incomoda. Em caos mais graves, a pessoa pode até ficar cega. No caso da boca, começam a aparecer muitas cáries e a pessoa começa a perder dentes”, traduz o médico.
órgãosOs olhos e a boca são os órgãos mais afetados pela enfermidade, mas, em casos mais raros, ela pode afetar também outros órgãos, como o cérebro, rins, figado, vagina.
A síndrome pode ser primária e secundária. É primária quando ocorre de forma isolada, sem a presença de outra doença do tecido conjuntivo. É secundária, quando o mal é acompanhado de doenças como a artrite reumatóide, lupus ou esclerodermia. “Cerca de 25% dos pacientes que têm estas doenças podem chegar a ter também a síndrome de Sjögren”, informa o dr. Leopoldo.