Aos 80 anos, Clementino Rodrigues, o Riachão, é o cronista musical da cidade de Salvador, tendo vivenciado todas as transformações pelas quais passou a música popular brasileira. O documentário Samba Riachão, em cartaz no Cine Brasília (Às 17h e 19h), mostra a vida do sambista octogenário. Dirigido por Jorge Alfredo Guimarães, o filme traz uma visão panorâmica do samba na Bahia. Ele é o típico malandro: terno de linho branco, chapéu, camisa semi-aberta, sapato mocassim e muitos anéis e colares, tornando-se uma das figuras mais emblemáticas da história da música brasileira. Clementino Rodrigues veio do bairro do Garcia, em Salvador; com o nome de Riachão, ele se tornou uma lenda viva do samba, astro da velha guarda ao lado de gente como Ivone Lara e Nelson Sargento. Quem o levou ao samba definitivamente foi Dorival Caymmi. Riachão começou a carreira cantando em trio, depois em dupla e, por fim, sozinho. Ele fazia de seus sambas uma crônica da vida da capital baiana. Samba Riachão é composto por uma série de depoimentos de personalidades do cenário musical baiano como Caetano Veloso, Daniela Mercury, Tom Zé, Carlinhos Brown, Armandinho, Gilberto Gil e Dorival Caymmi, entre outros. O filme dividiu o prêmio do 34º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em 2001, com o filme Lavoura Arcaica. O documentário foi também selecionado e exibido no Cine Ceará de 2002.