La Estupidez, peça argentina, transcorre toda em ritmo de cinema
Grandes companhias de teatro da Dinamarca, Chile, Rússia, Argentina e Brasil se apresentam em Brasília de hoje ao dia 26. Os espetáculos fazem parte da Mostra Internacional de Teatro (MIT), realizada pelo Centro Cultural Banco do Brasil, em parceria com o Festival Internacional de Londrina (Filo). As peças serão apresentadas de terça a sábado, às 21h, e domingo, às 20h. Os ingressos custam R$ 15 (inteira) e R$ 7,50 (meia-entrada).
Para abrir a programação, a Companhia El Patrón Vázquez, da Argentina, apresenta La Estupidez, montagem com ritmo narrativo próximo ao cinema, fragmentado e ágil. La Estupidez fica em cartaz hoje e amanhã.
A companhia gaúcha A Caixa do Elefante é a atração dos dias 14 e 15. Com o espetáculo Histórias da Carrocinha, a trupe faz uma homenagem ao artista argentino Javier Villafañe, manipulando 15 bonecos. Sob direção de Mário Ballenti, o grupo utiliza três textos de Villafañe: O Padeiro e o Diabo (El Panadero y el Diablo), A Rua dos Fantasmas (La Calle de Los Fantasmas) e O Vendedor de Balões (El Vendedor de Globos).
Os atores chilenos Laura Pizarro, Juan Carlos Zagal e Diego Fontecilla, ex-integrantes da companhia La Troppa, apresentam, nos dias 17, 18 e 19, o espetáculo Gemelos (Gêmeos). A peça relata a inserção de dois irmãos no mundo da guerra e como eles aprendem a sobreviver no meio da devastação. Na montagem, os atores assumem o lugar de bonecos de madeira.
Pela segunda vez em Brasília, a companhia dinamarquesa Odin Teatret apresenta o espetáculo Salt (Sal) nos dias 21 e 22. O grupo de Eugênio Barba, formado por intérpretes de vários países, trabalha a partir de partituras cênicas e físicas, inspirando-se em Grotowski, Artaud e Brecht.
A última atração da MIT são os russos do Akhe Group. O grupo vai apresentar a montagem White Cabin (Cabine Branca), que provoca o espectador por meio de situações imaginárias em que o cotidiano e as reações humanas são projetados de forma absurda. Cabine Branca causa polêmica ao apresentar como tema a morte em suas variadas formas: da cultura, do país e também da alma.