A II Mostra Sesc do Teatro Candango vai fazer história. Este ano, acontecerá um evento competitivo e o I Prêmio Sesc do Teatro Candango. São nove dias de apresentação para os amantes de teatro da cidade, de hoje ao dia 23 de outubro. As apresentações serão no Teatro Garagem e no Espaço Cultural JK, ambos no Sesc da 913 Sul.
Os diretores, atores e técnicos serão analisados por uma comissão que concederá os prêmios em dinheiro.”Foram 42 inscritos. Desses, oito foram selecionados para a mostra competitiva e quatro para a mostra paralela”, informa Rogero Torquato, coordenador do evento.
O Servo Nu e a Desconstrução do Tempo Psicológico é uma das peças da competição. Nela, segundo o ator Rodolfo Cordón, o tempo não foi utilizado de forma linear. “Às vezes o tempo é mais rápido, às vezes mais devagar”, enfatiza. Esta linguagem pouco convencional deu um certo trabalho para a equipe de criação da peça . “Não vemos o tempo como ele é concebido na nossa sociedade. Entretanto, não nos debruçamos sobre as ciências físicas ou químicas sobre o tempo para fazer o contexto para o teatro, mas chegamos a ler a teoria do risco do filósofo austríaco Nicklas Luhman, que fala da idealização das expectativas congruentes”, diz Rodolfo, que admite ter lido o livro A Eliminação do Tempo Psicológico, um diálogo entre o filósofo indiano Krishnamurti e o físico quântico David Bohn, como maneira de enriquecer o roteiro.
Outra peça na mostra competitiva é Salomé, com adaptação, direção e interpretação da atriz, bailarina e coreógrafa Eliana Carneiro para aquele clássico texto de Oscar Wilde, um dos grandes escritores da literatura inglesa.
A abertura hoje, será com o espetáculo Puro Tempo Perdido, às 21h. Escrito pelo premiado autor Lourenço Cazarré, o espetáculo quer chamar a atenção para o excesso de atividades que marca o cotidiano das crianças contemporâneas, habitantes das grandes cidades. Em cena, uma menina que tem um quarto cheio de brinquedos, mas que nunca tem tempo para brincar. (Veja programação completa no Roteiro)