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Moska no espelho

Arquivo Geral

18/07/2005 0h00

A criação não tem limites para Paulinho Moska. Agora, além dos shows, ele envereda seu talento pela fotografia. O cantor e compositor carioca está de volta a Brasília para uma performance dupla. Faz show, hoje, às 21h, e inaugura a exposição Reflexos e Reflexões, com seu trabalho fotográfico, em cartaz no Conjunto Cultural da Caixa a partir de quarta-feira – até o dia 14 de agosto. Os brasilienses serão os primeiros a conferir a exposição de Moska, que estréia na arte fotográfica. Em Reflexos e Reflexões estão 50 fotografias selecionadas entre cinco mil imagens armazenadas, metodicamente, no computador do artista.

A paixão pela fotografia vem do sangue. Filho de fotógrafo, Moska aprendeu cedo a arte da revelação, quando, ainda criança, passava horas ao lado do pai no escuro do laboratório. Durante a turnê de Eu Falso da Minha Vida o Que Eu Quiser, em Nova York, quatro dias antes do atentado às torres gêmeas do World Trade Center (em 11 de setembro de 2001), Moska comprou uma câmera digital. A partir daí, começou a fotografar. No quarto do hotel onde estava hospedado, Moska escolheu o banheiro como cenário, brincando com seus reflexos nos objetos de metais e espelhos. “Depois do atentado, a imagem do meu rosto distorcido, refletida na torneira do hotel, representava a minha ligação com o terror de 11 de setembro”, revelou Moska, em entrevista ao Jornal de Brasília.

As fotografias passaram a ser arquivadas no computador e, depois de selecionadas, cada uma recebia um nome. O próximo passo era compor um poema e, em seguida, uma canção. Todo o material gráfico, capa, pôster, do último CD do cantor, Tudo Novo de Novo, foi feito com essas fotos.

O processo criativo de Moska não parou quando o CD ficou pronto. As fotografias expostas na Caixa compõem uma das muitas séries de imagens criadas pelo cantor. Antes de pensar em montar a exposição, algumas fotografias já estavam expostas no mundo virtual. Moska está no site Multiply (www.multiply.com), cujo maior atrativo é o grande espaço para armazenar fotografias. O artista se mostra encantado com a possibilidade de expor seu trabalho na internet. “Hoje, no mundo todo, o leigo consegue expressar o seu olhar. Não sou um profissional, sou filhote da geração da tecnologia. Se não fossem aqueles botões que regulam a luz, medem a distância, fazem o lado racional da fotografia, eu não conseguiria ter qualidade no material”, afirma. Em um mundo robotizado, o essencial para o cantor é não perder a emoção. “Minhas fotos produzem afetos. Busco a singularização do meu olhar”.

A exposição Reflexos e Reflexões mostra um artista múltiplo, que busca novas experiências e foge o quanto pode dos rótulos. “Venho há muito tempo buscando me multiplicar. A idéia de renovação sempre me encantou”, afirma. Tudo Novo de Novo é mais que um título de CD na carreira de Moska, para quem a música e a fotografia não estão dissociadas. “Uma arte potencializa a outra”, acredita.

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    18/07/2005 0h00

    A criação não tem limites para Paulinho Moska. Agora, além dos shows, ele envereda seu talento pela fotografia. O cantor e compositor carioca está de volta a Brasília para uma performance dupla. Faz show, hoje, às 21h, e inaugura a exposição Reflexos e Reflexões, com seu trabalho fotográfico, em cartaz no Conjunto Cultural da Caixa a partir de quarta-feira – até o dia 14 de agosto. Os brasilienses serão os primeiros a conferir a exposição de Moska, que estréia na arte fotográfica. Em Reflexos e Reflexões estão 50 fotografias selecionadas entre cinco mil imagens armazenadas, metodicamente, no computador do artista.

    A paixão pela fotografia vem do sangue. Filho de fotógrafo, Moska aprendeu cedo a arte da revelação, quando, ainda criança, passava horas ao lado do pai no escuro do laboratório. Durante a turnê de Eu Falso da Minha Vida o Que Eu Quiser, em Nova York, quatro dias antes do atentado às torres gêmeas do World Trade Center (em 11 de setembro de 2001), Moska comprou uma câmera digital. A partir daí, começou a fotografar. No quarto do hotel onde estava hospedado, Moska escolheu o banheiro como cenário, brincando com seus reflexos nos objetos de metais e espelhos. “Depois do atentado, a imagem do meu rosto distorcido, refletida na torneira do hotel, representava a minha ligação com o terror de 11 de setembro”, revelou Moska, em entrevista ao Jornal de Brasília.

    As fotografias passaram a ser arquivadas no computador e, depois de selecionadas, cada uma recebia um nome. O próximo passo era compor um poema e, em seguida, uma canção. Todo o material gráfico, capa, pôster, do último CD do cantor, Tudo Novo de Novo, foi feito com essas fotos.

    O processo criativo de Moska não parou quando o CD ficou pronto. As fotografias expostas na Caixa compõem uma das muitas séries de imagens criadas pelo cantor. Antes de pensar em montar a exposição, algumas fotografias já estavam expostas no mundo virtual. Moska está no site Multiply (www.multiply.com), cujo maior atrativo é o grande espaço para armazenar fotografias. O artista se mostra encantado com a possibilidade de expor seu trabalho na internet. “Hoje, no mundo todo, o leigo consegue expressar o seu olhar. Não sou um profissional, sou filhote da geração da tecnologia. Se não fossem aqueles botões que regulam a luz, medem a distância, fazem o lado racional da fotografia, eu não conseguiria ter qualidade no material”, afirma. Em um mundo robotizado, o essencial para o cantor é não perder a emoção. “Minhas fotos produzem afetos. Busco a singularização do meu olhar”.

    A exposição Reflexos e Reflexões mostra um artista múltiplo, que busca novas experiências e foge o quanto pode dos rótulos. “Venho há muito tempo buscando me multiplicar. A idéia de renovação sempre me encantou”, afirma. Tudo Novo de Novo é mais que um título de CD na carreira de Moska, para quem a música e a fotografia não estão dissociadas. “Uma arte potencializa a outra”, acredita.

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