O cantor-compositor Paulinho Moska comemora seus dez anos de carreira-solo com uma apresentação, hoje à noite, na praça central do shopping Pátio Brasil, pelo projeto Vitrine MPB. No show, Moska vai apresentar as 14 músicas do seu sétimo disco, Tudo Novo de Novo.
Além do Quarteto Móbile, integrado por Moska (voz, violão e guitarra), Marcos Suzano (ritmo e percussão), Sacha Amback (teclados) e Dunga (baixo), o CD tem as participações da sambista Martnália, cantando a faixa Acordando, e do compositor uruguaio Jorge Drexler, autor da música Dos Colores: Blanco y Negro.
O encarte de Tudo Novo de Novo traz uma nova faceta do cantor: a de fotógrafo. Mesmo dizendo que nunca teve a pretensão de ser fotógrafo, Moska fez mais de duas mil fotos do seu reflexo nos objetos metálicos de banheiros (torneiras, maçanetas) dos hotéis em que se hospedava. “Aquilo (tirar fotos) virou uma obsessão. Quando eu me dei conta, percebi que todas aquelas fotos tinham uma linguagem; talvez eu estivesse fazendo uma auto-análise. Quando vi no computador a foto que tirei de uma torneira pingando, surgiu a letra de Lágrimas de Diamante (Se eu não procuro agora/ o que encontramos antes/ é só porque a noite chora/ lágrimas de diamantes). Será que eu estava procurando um outro “eu” naquelas imagens distorcidas dos objetos metálicos?”, indagou Moska. A capa do novo CD traz a foto de uma maçaneta, em formato oval, com o seu reflexo.
Tudo Novo de Novo dá continuidade àquilo que o cantor chama “rock com formação de MPB” e segue o estilo melancólico – embora mais leve –, presente em boa parte do seu trabalho, principalmente no disco anterior, Eu falso da minha vida o que eu quiser. “Sempre fui melancólico, mas não sou uma pessoa triste”, revelou Moska. O artista sairá em turnê com o disco novo por todo o País, no segundo semestre deste ano.