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Morre o roteirista italiano Ennio De Concini

Arquivo Geral

18/11/2008 0h00


O roteirista italiano Ennio De Concini morreu na noite desta segunda-feira em Roma aos 85 anos de idade após uma longa doença e deixa um legado de textos para mais de 100 filmes, como “Divórcio à Italiana”, de Pietro Germi (1961) e O Colosso de Rodes, de Sergio Leone (1961).

O roteirista começou sua carreira na época do neo-realismo italiano, até seus bem-sucedidos trabalhos na televisão durante a década de 1980, como a série La Piovra, acompanhada na Itália por milhões de telespectadores, o que tornou o programa um graNDE acontecimento na história da televisão do país.

De Concini se destacava por sua versatilidade, generosidade e capacidade para passar de um gênero a outro sem problemas.

O roteirista estreou como autor de comédias no teatro, que abandonou para participar, em 1946, do roteiro de “Sciuscià”, do diretor Vittorio De Sica, com quem também trabalhou como assistente de direção.

Fértil e incansável, De Concini escreveu roteiros com temática histórico-mitológica, com os quais fez grande sucesso nos anos 1950 e 1960, como “As Façanhas de Hércules”, de Pietro Francisci, com Steve Reeves e Silva Koscina; além de Ulysses, de Mario Camerini.

No entanto, foi durante a época de ouro do cinema italiano que De Concini escreveu todo tipo de texto, entre eles Madame Sans-Gêne, com Sophia Loren; adaptações literárias como Guerra e Paz, de King Vidor; e a comédia Divórcio à Italiana, que lhe rendeu um Oscar, além de Operazione San Gennaro.

A partir dos 1980, foi a televisão que deu a De Concini suas maiores satisfações.

Nos últimos anos de vida, quase não saía de casa, em Roma, após a morte de seu filho que, segundo amigos, o abalou muito.

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