Morreu ontem, aos 87 anos, o artista plástico Arcangelo Ianelli, vítima de falência múltipla dos órgãos. Ele estava internado havia três meses no hospital Albert Einstein, em São Paulo. Seu corpo está sendo velado na Pinacoteca do Estado. O enterro está marcado para as 11 horas de hoje no cemitério Gethsêmani, no bairro do Morumbi.
Nascido em São Paulo em 1922, ano da Semana de Arte Moderna, Ianelli começou a pintar na década de 40, quando recebeu os primeiros ensinamentos de Colette Pujol. Participou do Grupo Guanabara, do qual foi um dos fundadores, e juntamente com artistas, como Sophia Tassinari e Fukushima, pintou as várzeas e arredores de São Paulo, iniciando-se num figurativismo de desenho preciso e colorido equilibrado, que ao longo de sua carreira foi se transformando numa abstração geométrica, a qual na sua última fase se reduziu a estudos cromáticos de valor das cores, onde as obras mostravam “vibrações”, aliás, palavra título de algumas delas.
Ao longo de sua extensa carreira, chegou a pintar com Pancetti na Bahia e com Mario Zanini em Itanhaém, mas o que mais importava era a amizade que os ligava. Ianelli era amigo de todos.