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MILIONÁRIOS DO AXÉ

Arquivo Geral

07/12/2004 0h00

Tatau nasceu no bairro de Periperi, um dos mais pobres de Salvador. O Ara Ketu também. Depois de 25 anos, comemorados com um disco novo, o passado de dificuldades ficou mesmo só na memória. O vocalista desfila agora pela cidade de carro importado, um Sportage no valor de R$ 70 mil, e é um dos maiores ídolos da Bahia. O grupo virou um fenômeno, uma máquina de fazer shows e dinheiro.

“Todo mundo se beneficiou com o Ara Ketu. A vida de todos mudou. É o grande momento da música baiana. Só ficaram os bons”, diz Tatau.

O grupo está aí para provar que o vocalista está certo. A média de 140 shows por ano mostra que o papo de que a axé music está em crise é furado. Com as apresentações e o carnaval, o Ara Ketu fatura R$ 14 milhões anuais. O cachê é de R$ 60 mil. E em 25 anos de carreira, já foram mais de quatro milhões de discos vendidos.

No carnaval, a cotação do grupo é ainda maior. Quem quiser acompanhar o trio de 23 metros de comprimento precisa desembolsar R$ 500. É o preço dos abadás, que se esgotam meses antes.

“Todos nós somos de origem humilde e precisamos batalhar para conseguir o que temos” diz Vera Lacerda, empresária do grupo.

Empresa Quem vê Tatau requebrando no palco e os músicos tocando sucessos como Mal Acostumado, pode até imaginar que o Ara Ketu se resume àquele momento. Mas o que existe por trás é uma grande estrutura, uma empresa de verdade. Atualmente, são 300 funcionários. O número aumenta no carnaval e chega a dois mil.

O grupo começa também a ter seus filhotes. A banda de axé Dommix e a cantora Fabiana Canutto, que comanda rodas de samba, são as novas apostas da empresa. Os dois lançamentos já começam a ter suas músicas tocadas nas rádios da cidade de Salvador.

Aulas para jovens A menina dos olhos, porém, é o Instituto Ara Ketu, localizado no bairro pobre de Periperi, onde surgiu o grupo. Sem apoio nenhum do governo, o grupo mantém o projeto social que dá aulas de artes gratuitas para 800 jovens.

“Os grupos que sobreviveram ao auge da música baiana foram os que tiveram uma preocupação com o lado cultural. O Ara Ketu fica feliz em divulgar a cultura e ajudar quem está começando”, diz Tatau.

O exterior também conhece cada vez mais a força do grupo. Só nesse ano foram 12 shows nos Estados Unidos e na Europa. O último foi na Itália, com uma platéia recheada de estrelas do futebol brasileiro. E já estão agendados mais shows na França e em Nova York para o ano que vem.

“Outro dia fui reconhecido no aeroporto de Portugal. O segurança começou a cantar uma música nossa”, lembra Tatau.

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    Arquivo Geral

    07/12/2004 0h00

    Tatau nasceu no bairro de Periperi, um dos mais pobres de Salvador. O Ara Ketu também. Depois de 25 anos, comemorados com um disco novo, o passado de dificuldades ficou mesmo só na memória. O vocalista desfila agora pela cidade de carro importado, um Sportage no valor de R$ 70 mil, e é um dos maiores ídolos da Bahia. O grupo virou um fenômeno, uma máquina de fazer shows e dinheiro.

    “Todo mundo se beneficiou com o Ara Ketu. A vida de todos mudou. É o grande momento da música baiana. Só ficaram os bons”, diz Tatau.

    O grupo está aí para provar que o vocalista está certo. A média de 140 shows por ano mostra que o papo de que a axé music está em crise é furado. Com as apresentações e o carnaval, o Ara Ketu fatura R$ 14 milhões anuais. O cachê é de R$ 60 mil. E em 25 anos de carreira, já foram mais de quatro milhões de discos vendidos.

    No carnaval, a cotação do grupo é ainda maior. Quem quiser acompanhar o trio de 23 metros de comprimento precisa desembolsar R$ 500. É o preço dos abadás, que se esgotam meses antes.

    “Todos nós somos de origem humilde e precisamos batalhar para conseguir o que temos” diz Vera Lacerda, empresária do grupo.

    Empresa Quem vê Tatau requebrando no palco e os músicos tocando sucessos como Mal Acostumado, pode até imaginar que o Ara Ketu se resume àquele momento. Mas o que existe por trás é uma grande estrutura, uma empresa de verdade. Atualmente, são 300 funcionários. O número aumenta no carnaval e chega a dois mil.

    O grupo começa também a ter seus filhotes. A banda de axé Dommix e a cantora Fabiana Canutto, que comanda rodas de samba, são as novas apostas da empresa. Os dois lançamentos já começam a ter suas músicas tocadas nas rádios da cidade de Salvador.

    Aulas para jovens A menina dos olhos, porém, é o Instituto Ara Ketu, localizado no bairro pobre de Periperi, onde surgiu o grupo. Sem apoio nenhum do governo, o grupo mantém o projeto social que dá aulas de artes gratuitas para 800 jovens.

    “Os grupos que sobreviveram ao auge da música baiana foram os que tiveram uma preocupação com o lado cultural. O Ara Ketu fica feliz em divulgar a cultura e ajudar quem está começando”, diz Tatau.

    O exterior também conhece cada vez mais a força do grupo. Só nesse ano foram 12 shows nos Estados Unidos e na Europa. O último foi na Itália, com uma platéia recheada de estrelas do futebol brasileiro. E já estão agendados mais shows na França e em Nova York para o ano que vem.

    “Outro dia fui reconhecido no aeroporto de Portugal. O segurança começou a cantar uma música nossa”, lembra Tatau.

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