A carreira do compositor e violonista Moska (ex-Paulinho, vocalista do Inimigos do Rei) está em constante mutação. Isso segundo a própria definição do músico que, mais uma vez, traz a Brasília o show de seu álbum Tudo Novo de Novo, lançado no início do ano. “Estou até pensando em comprar um apartamento aí. Digo isso de brincadeira, mas Brasília, Fortaleza e Niterói foram as primeiras cidades onde posso dizer que minha música bombou”, conta o músico saboreando um sucesso de dez anos.
Moska não se define em gêneros musicais. Ele é – mas não é – roqueiro, sambista e pop. Um mix de várias influências que se transformam de disco para disco. Moska é, sim, uma metamorfose ambulante. “Não sou afiliado a nenhum estilo. Sou metido à besta. Metido a fazer samba, rock e bato com a MPB”, conta. “Gravei Metamorfose Ambulante, do Raul Seixas, no meu CD ao vivo. Quando canto música de outro compositor, me espelho no desejo de ter feito aquelas canções. Sim, prefiro ser uma metamorfose ambulante a ter aquela velha opinião formada”, completa Moska.
Para o show, no Pier 21, o compositor carioca preparou uma seleção de músicas que contempla quase todas as canções reunidas em Tudo Novo de Novo, a começar pela faixa-título. “O título resume minha situação no momento: entrando numa fase de reconhecimento. É como se esses dez anos de carreira solo funcionassem como mais um começo”, descreve Moska, que adianta parte do repertório: “Toco muita coisa do disco novo, desde o Tudo Novo de Novo a Lágrimas de Diamantes, Último Adeus e Reflexos e Reflexões”.
Quanto aos antigos sucessos radiofônicos – O Alvo e a Seta, Me Chama de Chão, Trampolim, Móbile e Contrasenso, entre outros – Moska garante que não esquecerá e brinca: “Os Rolling Stones não podem deixar de tocar Satisfaction. Eu seria o primeiro a atirar um tomate”.
Após esse show, o músico espera poder voltar à capital já em dezembro. Mas na próxima ocasião, ele mostrará outras de suas habilidades artísticas. Sua próxima visita será para apresentar a exposição de fotos que fez dele mesmo em espelhos de banheiros de hotéis onde se hospedou nos passados três anos.