Recente pesquisa da Sociedade Brasileira de Cardiologia constatou que 48,1% da população que tem pressão alta e sabe do problema não faz qualquer tipo de tratamento. A falta de cuidado com a saúde é mais presente entre os homens do que entre as mulheres. Aproximadamente 60% das pessoas do sexo masculino não se cuidam, enquanto no feminino este índice é de 40%.
Raimundo Marques Neto, diretor-executivo da SBC/Funcor conta que, segundo o levantamento, o tratamento da hipertensão não depende do rendimento familiar. No grupo de recebe mais de dez salários mínimos o índice é de 49%, enquanto no grupo entre um e cinco salários a porcentagem é bastante semelhante: 50%.
A pesquisa da Sociedade Brasileira de Cardiologia foi realizada pelo Instituto Vox Populi durante duas semanas no mês de fevereiro com 1200 pessoas em 70 cidades do Brasil e concluiu que, 23,6% da população têm pressão alta.
CampanhaPreocupados com esses números alarmantes, os cardiologistas da SBC/Funcor vão realizar, hoje, uma Campanha Nacional de Combate à Hipertensão. A população receberá orientações e folhetos informativos. Um vídeo educativo será transmitido, por parabólica, para todo o país. Em várias capitais serão montadas salas com a presença de público leigo para assistir aos vídeos e tirar dúvidas com especialistas.
O material também poderá ser gravado em qualquer equipamento de vídeo cassete e, depois, exibido em escolas públicas, associações de hipertensos ou sociedades amigos de bairro, por exemplo. A linguagem é bastante simples e foi desenvolvida por uma equipe de profissionais de comunicação e médicos cardiologistas.
“É uma doença sem sintomas, silenciosa, pode trazer sérias sequelas e até matar”, alerta Raimundo Marques. Para o cardiologista, a hipertensão tem que ser tratada a tempo. A campanha vai ainda orientar para a necessidade de mudanças no estilo de vida. “Uma pessoa para ser saudável precisa: perder peso, se for obesa ou gorda, reduzir a ingestão de bebida alcoólica, diminuir o consumo de sal e parar de fumar”, orienta.