Depois de brigas internas e quase encerrar as atividades de vez, o Kiss está de volta, mas não do jeito que o mundo conheceu a banda, nos anos 70. As máscaras são as mesmas, mas a formação é bem diferente. O baixista Gene Simmons e o guitarrista e vocalista Paul Stanley dividem o palco, agora, com o baterista Eric Singer e o guitarrista Tommy Thayer.
Em outras ocasiões, quando um integrante deixava o Kiss, uma nova máscara era criada para o substituto. Foi assim quando Peter Criss e Ace Frehley saíram da banda pela primeira vez, em 1980 e 1982 respectivamente. Mas agora, tanto Eric Singer quanto Tommy Thayer herdaram as pinturas de seus antecessores.
A explicação de Simmons e Stanley está na ponta da língua. “O que construímos nestes 30 anos de banda nos mostra que cada personagem é muito maior que os integrantes”, explicam os líderes incontestáveis da mais
bem-sucedida banda nascida no glam rock dos anos 70.
Eric Singer, que já foi baterista do Kiss entre 91 e 96, ratifica o motivo. “Nunca consideramos uma mudança. Nós temos consciência de que o Kiss são estas quatro figuras e não adiantaria lutar contra isso”, conta, orgulhoso, com a máscara do gato.
Peter Criss deixou o grupo pela primeira vez em 1980. Na ocasião, foi substituído por Eric Carr, que assumiu as baquetas do Kiss até 1991, quando morreu vítima de câncer. O posto de guitarrista do Kiss também recebeu diversos integrantes. Depois da saída de Frehley, em 82, Vinnie Vincent, Mark St. John e Bruce Kulick passaram pela vaga.
Já que a formação é nova, é hora de um novo show, certo? Errado! A turnê Rock The Nation, que o quarteto engatilha pelos EUA até agosto para divulgar o álbum Alive IV, vai ter tudo que consagrou as apresentações da banda como exemplos quase únicos: pirotecnias, sangue falso e destruição de guitarras. “Esse é o nosso mundo”, afirma Simmons.