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Mergulho no cotidiano

Arquivo Geral

03/06/2004 0h00

Quem já assistiu a alguma peça de Domingos Oliveira sabe que o autor é um dos melhores tradutores do cotidiano nacional. Quem foi ao cinema e vibrou com dois ótimos filmes baseados em suas peças Amores e Separações, confirmou essa capacidade do dramaturgo de linguagem moderna, que trata os aspectos da vida contemporânea com uma ironia fina cabida a poucos e que entra fundo nas relações humanas, principalmente quando o mote é o casal. Os originais desses dois textos e mais as peças A Primeira Valsa e Do Fundo do Lago Escuro estão reunidos, agora , no livro Melhor Teatro de Domingos Oliveira, que acaba de ser lançado pela Global Editora.

A série Melhor Teatro é dirigida por um especialista no assunto, o professor e crítico Sábato Magaldi e alinha Domingos de Oliveira com Gianfrancesco Guarnieri, Plínio Marcos e os demais autores que surgiram nos Centros Populares de Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE), nos anos 70 – ele começou sua carreira como diretor nos palcos do Rio de Janeiro, nos anos 60. A seleção das peças de Oliveira para este lançamento foi feita por outro especialista no assunto, o professor João Roberto Faria, que leciona Literatura Brasileira na Universidade de São Paulo (USP) e na Universidade de Wisconsin, em Madson, nos EUA.

Melhor Teatro de Domingos Oliveira reúne, em 368 páginas, quatro dos mais importantes textos do autor. É dirigido para os amantes da dramaturgia nacional, mas constitui-se numa excelente cartilha de aprendizado para estudantes das artes cênicas e vestibulandos. A obra abre com Do Fundo do Lago Escuro (páginas 25 a 121), peça em três atos, montada pela primeira vez em outubro de 1980, no Teatro Ginástico, no Rio de Janeiro. O tema principal é a família e Oliveira usa como pano de fundo a “Cidade Maravilhosa”. A época é a década de 1950 e os personagens são típicos da classe média. Os costumes conservadores e a hipocrisia escondida da sociedade da época revelam a podridão dos relacionamentos. A mesma abordagem surge em A Primeira Valsa (página 123 a 169). Essa peça data de 1985, mas a versão atual, revisada, é de 1996.

Best-sellers Amores e Separações são best-sellers, tanto no teatro quanto no cinema. As duas peças foram levadas para a telona e renderam, para suas adaptações, prêmios nos festivais de Gramado e de Mar Del Plata, na Argentina. Tanto para a direção quanto para a participação de Domingos Oliveira como ator. Os dois textos foram escritos em parceria com sua mulher, Priscilla Rozenbaum, e, por isso, ficam claras, na obra, as lembranças dos envolvimentos afetivos e sexuais de Domingos Oliveira.

Amores (páginas 171 a 240), estreou em 1995. A peça, em três atos, vencedora do Prêmio Shell como melhor texto de teatro em 1996, é uma comédia romântica sobre as quatro fases de uma separação amorosa: a com o casamento, que resolve “dar um tempo”. Isso gera uma verdadeira separação. Os envolvimentos posteriores geram ciúmes e uma reação em cadeia com os amigos. Levado para o cinema, Amores ganhou o prêmio de Melhor Filme do Júri Popular e da Crítica no Festival de Gramado, em 1998.

Separações (páginas 243 a 350) é a seqüência de Amores , inclusive no cinema. A peça também é uma parceria entre Domingos e Priscilla e se constitui em terapia de casal das boas. O enredo valoriza o amor como sentimento simples e profundo. Nesta obra, Domingos Oliveira faz um desafio ao leitor/espectador: enfrentar as surpresas de viver o amor corajosamente..

Aficionado pelo tema das relações humanas, envolvem homem e mulher, e dono de uma construção narrativa que reproduz a ansiedade e intensidade de seus personagens, Domingos de Oliveira se supera pela sofisticação e profundidade que dá à discussão amorosa com esta obra.

Em Separações, Oliveira defende um mergulho profundo na vontade quando o coração bate mais forte. A abordagem de sexo, fidelidade, rotina e família como contingências de um casamento remete à reflexão do que ainda é tabu em muitos relacionamentos – inclusive a questão da Aids – e à maturidade e naturalidade como são tratados esses temas.

Melhor Teatro de Domingos Oliveira – Seleção e prefácio de João Roberto Faria. Série Melhor

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    03/06/2004 0h00

    Quem já assistiu a alguma peça de Domingos Oliveira sabe que o autor é um dos melhores tradutores do cotidiano nacional. Quem foi ao cinema e vibrou com dois ótimos filmes baseados em suas peças Amores e Separações, confirmou essa capacidade do dramaturgo de linguagem moderna, que trata os aspectos da vida contemporânea com uma ironia fina cabida a poucos e que entra fundo nas relações humanas, principalmente quando o mote é o casal. Os originais desses dois textos e mais as peças A Primeira Valsa e Do Fundo do Lago Escuro estão reunidos, agora , no livro Melhor Teatro de Domingos Oliveira, que acaba de ser lançado pela Global Editora.

    A série Melhor Teatro é dirigida por um especialista no assunto, o professor e crítico Sábato Magaldi e alinha Domingos de Oliveira com Gianfrancesco Guarnieri, Plínio Marcos e os demais autores que surgiram nos Centros Populares de Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE), nos anos 70 – ele começou sua carreira como diretor nos palcos do Rio de Janeiro, nos anos 60. A seleção das peças de Oliveira para este lançamento foi feita por outro especialista no assunto, o professor João Roberto Faria, que leciona Literatura Brasileira na Universidade de São Paulo (USP) e na Universidade de Wisconsin, em Madson, nos EUA.

    Melhor Teatro de Domingos Oliveira reúne, em 368 páginas, quatro dos mais importantes textos do autor. É dirigido para os amantes da dramaturgia nacional, mas constitui-se numa excelente cartilha de aprendizado para estudantes das artes cênicas e vestibulandos. A obra abre com Do Fundo do Lago Escuro (páginas 25 a 121), peça em três atos, montada pela primeira vez em outubro de 1980, no Teatro Ginástico, no Rio de Janeiro. O tema principal é a família e Oliveira usa como pano de fundo a “Cidade Maravilhosa”. A época é a década de 1950 e os personagens são típicos da classe média. Os costumes conservadores e a hipocrisia escondida da sociedade da época revelam a podridão dos relacionamentos. A mesma abordagem surge em A Primeira Valsa (página 123 a 169). Essa peça data de 1985, mas a versão atual, revisada, é de 1996.

    Best-sellers Amores e Separações são best-sellers, tanto no teatro quanto no cinema. As duas peças foram levadas para a telona e renderam, para suas adaptações, prêmios nos festivais de Gramado e de Mar Del Plata, na Argentina. Tanto para a direção quanto para a participação de Domingos Oliveira como ator. Os dois textos foram escritos em parceria com sua mulher, Priscilla Rozenbaum, e, por isso, ficam claras, na obra, as lembranças dos envolvimentos afetivos e sexuais de Domingos Oliveira.

    Amores (páginas 171 a 240), estreou em 1995. A peça, em três atos, vencedora do Prêmio Shell como melhor texto de teatro em 1996, é uma comédia romântica sobre as quatro fases de uma separação amorosa: a com o casamento, que resolve “dar um tempo”. Isso gera uma verdadeira separação. Os envolvimentos posteriores geram ciúmes e uma reação em cadeia com os amigos. Levado para o cinema, Amores ganhou o prêmio de Melhor Filme do Júri Popular e da Crítica no Festival de Gramado, em 1998.

    Separações (páginas 243 a 350) é a seqüência de Amores , inclusive no cinema. A peça também é uma parceria entre Domingos e Priscilla e se constitui em terapia de casal das boas. O enredo valoriza o amor como sentimento simples e profundo. Nesta obra, Domingos Oliveira faz um desafio ao leitor/espectador: enfrentar as surpresas de viver o amor corajosamente..

    Aficionado pelo tema das relações humanas, envolvem homem e mulher, e dono de uma construção narrativa que reproduz a ansiedade e intensidade de seus personagens, Domingos de Oliveira se supera pela sofisticação e profundidade que dá à discussão amorosa com esta obra.

    Em Separações, Oliveira defende um mergulho profundo na vontade quando o coração bate mais forte. A abordagem de sexo, fidelidade, rotina e família como contingências de um casamento remete à reflexão do que ainda é tabu em muitos relacionamentos – inclusive a questão da Aids – e à maturidade e naturalidade como são tratados esses temas.

    Melhor Teatro de Domingos Oliveira – Seleção e prefácio de João Roberto Faria. Série Melhor

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