O pneumologista Renato Maciel destaca outros fatores que têm chamado a atenção das autoridades públicas no que diz respeito às conseqüências do aumento do consumo de cigarro entre o público feminino. “Alguns estudos sugerem que o tabagismo antecipa a menopausa em um a dois anos e aumenta a ocorrência de osteoporose”, complementa.
Dentre as demais complicações causadas pelo fumo, os especialistas destacam a ação da nicotina na redução do fluxo sangüíneo placentário, o que ocasiona maior risco de aborto espontâneo e parto prematuro, além de resultar no nascimento de bebês com baixo peso e com maior freqüência de doenças respiratórias. “Além disso, o uso de anticoncepcionais ou tratamento de reposição hormonal em pacientes tabagistas aumenta a incidência de trombose venosa dos membros inferiores, embolia pulmonar e hipertensão arterial”, salienta Maciel.
Evidências mostram que pacientes fumantes têm também queda de 40% na fertilidade. E as conseqüências não param por aí. Existem muitas outras, diretamente relacionadas ao fumo. O tabagismo é associado ao aumento da incidência de doenças como a DPOC, coronariopatias, derrame cerebral e vários tipos de tumores malignos.