Menu
Promoções

MENINO DE BRODÓSQUI

Arquivo Geral

22/12/2003 0h00

No próximo dia 30, Candido Portinari estaria completando cem anos de vida. O maior artista plástico brasileiro nasceu em 1903, numa fazenda de café, em Brodósqui, no interior do Estado de São Paulo. Filho de imigrantes italianos, de origem humilde, cursou apenas o primário, período em que começou a manifestar sua vocação artística.

Para comemorar a data, o Banco Central encerra o ano com uma exposição inédita do artista. A mostra Cem anos de Portinari, inaugurada na última sexta-feira e com visitação a partir de amanhã, reúne algumas das mais importantes obras do artista, todas integram o acervo do BC, um painel representativo da obra de Portinari e de outros artistas formado a partir de obras tomadas de empresas e grandes empresários inadimplentes com a União. São nove painéis com temáticas brasileiras, pintados entre 1954 e 1956: Anchieta, Gaúchos, Garimpo em Minas Gerais, Frevo, Vaqueiros do Nordeste, Baianas, Bumba-Meu-Boi, Bandeirantes e Samba e também uma Paisagem de Brodósqui, pintada em 1952. Mas a mostra no BC não é a única forma de conhecer a obra de Portinari. No site www.portinari.org.br, mantido pelo Projeto Portinari, é possível, no momento, contemplar 500 obras do artista. Mas outras 4.700 estarão à disposição dos internautas em breve. Cândido Portinari chegou ao Rio de Janeiro ao 15 anos de idade, em 1918. Em busca de um aprendizado mais sistemático em pintura, matriculando-se na Escola Nacional de Belas-Artes. Em 1928, conquista o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro, da Exposição Geral de Belas-Artes, de tradição acadêmica. Vai para Paris. Dois anos mais tarde retorna e começa a retratar em suas telas o povo brasileiro, superando aos poucos sua formação acadêmica e fundindo à ciência antiga da pintura, uma personalidade moderna e experimentalista. A tela Café, de cunho social e que retrata uma cena de colheita típica de sua região de origem, ele se revela ao mundo em 1935, ao ganhar Menção Honrosa na exposição internacional do Instituto Carnegie de Pittsburgh, nos Estados Unidos. Aos poucos, sua inclinação muralista revela-se com vigor nos painéis executados para o Monumento Rodoviário, na Via Presidente Dutra, em 1936, e nos afrescos do recém-construído edifício do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, realizados entre 1936 e 1944. Estes trabalhos, como conjunto e como concepção artística, representam um marco na evolução da arte de Portinari, afirmando a opção pela temática social, que será o fio condutor de toda a sua obra a partir de então. Sua obra mais conhecida são os painéis Guerra e Paz, oferecidos pelo governo brasileiro à nova sede da Organização das Nações Unidas, concluídos em 1956, medindo cerca de 14 x 10m cada. São os maiores pintados por Portinari e estão no hall de entrada dos delegados do edifício-sede da ONU, em Nova York. Em 1961 o pintor tem diversas recaídas da doença que o atacara em 1954 – a intoxicação pelas tintas. Candido Portinari falece no dia 6 de fevereiro de 1962, vítima de intoxicação pelas tintas que utilizava.

Serviço

Cem Anos de Portinari – Obras de Cândido Portinari que integram o acervo do Banco Central. No Banco Central (Setor Bancário Sul, Quadra 3). Visitação de terça a sexta, das 10h às 17h30, e aos sábados, das 14h às 18h. Até 31 de abril.

    Você também pode gostar

    MENINO DE BRODÓSQUI

    Arquivo Geral

    22/12/2003 0h00

    No próximo dia 30, Candido Portinari estaria completando cem anos de vida. O maior artista plástico brasileiro nasceu em 1903, numa fazenda de café, em Brodósqui, no interior do Estado de São Paulo. Filho de imigrantes italianos, de origem humilde, cursou apenas o primário, período em que começou a manifestar sua vocação artística.

    Para comemorar a data, o Banco Central encerra o ano com uma exposição inédita do artista. A mostra Cem anos de Portinari, inaugurada na última sexta-feira e com visitação a partir de amanhã, reúne algumas das mais importantes obras do artista, todas integram o acervo do BC, um painel representativo da obra de Portinari e de outros artistas formado a partir de obras tomadas de empresas e grandes empresários inadimplentes com a União. São nove painéis com temáticas brasileiras, pintados entre 1954 e 1956: Anchieta, Gaúchos, Garimpo em Minas Gerais, Frevo, Vaqueiros do Nordeste, Baianas, Bumba-Meu-Boi, Bandeirantes e Samba e também uma Paisagem de Brodósqui, pintada em 1952. Mas a mostra no BC não é a única forma de conhecer a obra de Portinari. No site www.portinari.org.br, mantido pelo Projeto Portinari, é possível, no momento, contemplar 500 obras do artista. Mas outras 4.700 estarão à disposição dos internautas em breve. Cândido Portinari chegou ao Rio de Janeiro ao 15 anos de idade, em 1918. Em busca de um aprendizado mais sistemático em pintura, matriculando-se na Escola Nacional de Belas-Artes. Em 1928, conquista o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro, da Exposição Geral de Belas-Artes, de tradição acadêmica. Vai para Paris. Dois anos mais tarde retorna e começa a retratar em suas telas o povo brasileiro, superando aos poucos sua formação acadêmica e fundindo à ciência antiga da pintura, uma personalidade moderna e experimentalista. A tela Café, de cunho social e que retrata uma cena de colheita típica de sua região de origem, ele se revela ao mundo em 1935, ao ganhar Menção Honrosa na exposição internacional do Instituto Carnegie de Pittsburgh, nos Estados Unidos. Aos poucos, sua inclinação muralista revela-se com vigor nos painéis executados para o Monumento Rodoviário, na Via Presidente Dutra, em 1936, e nos afrescos do recém-construído edifício do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, realizados entre 1936 e 1944. Estes trabalhos, como conjunto e como concepção artística, representam um marco na evolução da arte de Portinari, afirmando a opção pela temática social, que será o fio condutor de toda a sua obra a partir de então. Sua obra mais conhecida são os painéis Guerra e Paz, oferecidos pelo governo brasileiro à nova sede da Organização das Nações Unidas, concluídos em 1956, medindo cerca de 14 x 10m cada. São os maiores pintados por Portinari e estão no hall de entrada dos delegados do edifício-sede da ONU, em Nova York. Em 1961 o pintor tem diversas recaídas da doença que o atacara em 1954 – a intoxicação pelas tintas. Candido Portinari falece no dia 6 de fevereiro de 1962, vítima de intoxicação pelas tintas que utilizava.

    Serviço

    Cem Anos de Portinari – Obras de Cândido Portinari que integram o acervo do Banco Central. No Banco Central (Setor Bancário Sul, Quadra 3). Visitação de terça a sexta, das 10h às 17h30, e aos sábados, das 14h às 18h. Até 31 de abril.

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado