Oano que está acabando foi o melhor do chamado novo cinema brasileiro, que desde Carlota Joaquina, em 1994, ganhou em qualidade técnica e artística e vem atraindo cada vez mais pessoas às salas de exibição. Somente em 2003, cerca de 30 milhões de brasileiros prestigiaram as produções nacionais. Na música, apesar do avanço da pirataria que hoje detém 56% do mercado de CDs e DVDs no País, os artistas nacionais também puderam comemorar. O Skank, a banda pop/rock com o melhor disco na opinião do público e da crítica, vendeu cem mil cópias de seu ótimo Cosmotron, conquistando disco de ouro em dezembro. O teatro, cujo incentivo da iniciativa privada tem sido cada vez maior, também contemplou o público com grandes espetáculos. Alguns deles, como A Morte do Caixeiro Viajante, com Marco Nanini, e Novas Diretrizes em Tempos de Paz, com Tony Ramos e Dan Stulbach, passaram com sucesso por Brasília. A cidade também entrou definitivamente no circuito internacional de grandes shows com a realização do Brasília Music Festival (BMF), reunindo cerca de 180 mil pessoas no Autódromo Nelson Piquet e trazendo pela primeira vez quatro astros internacionais em um mesmo evento (Simply Red, The Pretenders, Alanis Morissete e Live). A TV trouxe bons programas e algumas surpresas. A principal delas, para os brasilienses, foi a interrupção de Betty, a Feia!, que saiu do ar no DF com a venda da TV Brasília e a conseqüente mudança na sua grade, rompendo com a Rede TV! e assimilando a Rede 21, da Bandeirantes. Para conferir a avaliação do calendário cultural de 2003 por parte do público, a equipe do caderno Viva! foi às ruas – ou melhor, a quatro dos principais shoppings da cidade (Brasília Shopping, Pátio Brasil, ParkShopping e Conjunto Nacional) – saber o que o brasiliense considerou como “o melhor de 2003”. O resultado da pesquisa que ouviu 200 pessoas você confere nesta página.