Atualmente, os obesos mórbidos contam com vários tipos de cirurgias para tentar resolver o problema, chamadas de bariátricas. Algumas delas, podem ter efeitos colaterais pesados, mas é o tratamento mais eficiente encontrado até hoje pela medicina.
“A cirurgia bariátrica se vale de várias operações para atingir seus objetivos. Em nosso meio, a mais realizada é a que possibilita a redução de estômago. Algumas intervenções fazem com que o esvaziamento gástrico seja dificultado por um anel, com a função de impedir que o paciente ingira grandes volumes de comida”, explica o dr. Fernando Luiz Barroso, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica.
O dr. Marco Leite elucida, por sua vez, que existem três grupos de cirurgias para o paciente obeso mórbido. O primeiro é chamado gastrorrestritiva.”São aquelas que restringem a capacidade do estômago em receber alimentos, onde um anel gástrico ajustado é colocado abaixo do esôfago do paciente – como se fosse uma gravata – criando assim uma bolsa que vai receber o alimento”, esclarece o cirurgião.
Os outros grupos são os das cirurgias gastrorrestritivas moderadamente desabsortivas, nas quais as pessoas não aproveitam todo o alimento que é absorvido, e as cirurgias desabsortivas, quando grande parte do que é ingerido não é absorvido pelo intestino.
fobi-capellaDe acordo com o dr. Marco Leite, a mais comum das cirurgias são as moderadamente absortivas. É o caso da operação de redução de estômago mais realizada pelos profissionais da área, a fobi-capella (mistura do nome dos dois cirurgiões que a desenvolveram).
O especialista explica que, nesse caso, “é criado também um pequeno reservatório com um anel, aqui não ajustável, fazendo um desvio no intestino. É neste reservatório que o alimento é absorvido”. O médico afirma que a fobi-capella é mais comum porque seus efeitos são mais previsíveis e féceis de serem tratados.
Não é esse o caso, por exemplo, da operação Scopinaro, também de redução de estômago, porém mais radical, que faz parte do grupo das cirurgias gastrorrestritivas absortivas. “Aqui há um aumento muito grande do desvio do intestino e ela provoca alguns efeitos nada agradáveis e inconvenientes mais sérios. O controle pós-operação é muito mais rigoroso do que na fobi-capella”, coloca o médico.
O dr. Marco Leite faz questão de frisar que a cirurgia costuma fazer parte de todo um processo. Depois dela, os pacientes devem colaborar para se manter saudáveis. “A operação não busca só a perda do peso, mas o controle desse peso e de todas as sua comorbidades”.
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica alerta ainda que para ser operado, o paciente deve se enquadrar nos normas exigidas, que são: ter pelo menos 45kg acima do peso ideal, ter realizado tratamentos para a redução do peso sem resultado duradouro ou aunda possuir problemas orgânicos ou psicossociais decorrentes ou agravados pela obesidade.