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Mecanismo de dupla inibição

Arquivo Geral

30/09/2004 0h00

A combinação da estatina com outras substâncias surgiu exatamente da necessidade de ter um remédio mais eficaz na redução do colesterol ruim. Os pesquisadores da Merck/Schering reuniram duas classes de medicamentos que eram usadas neste caso, entre elas a pouco conhecida ezetimiba. Ou seja, começaram a usar dois mecanismos de inibição da gordura no sangue em um só produto.

O coordenador mundial da pesquisa desse mecanismo, Chris Allen, explica que o medicamento de última geração age em dois órgãos o corpo. Enquanto a estatina inibe a produção de colesterol no fígado, a ezetimiba impede que o LDL seja absorvido pelo intestino.

Em tempo: o fígado é a nossa grande fábrica de colesterol, o ruim e o bom (o HDL). Ele é responsável por 70% dessas lipoproteínas em nosso sangue. O intestino, por sua vez, é o canal pelo qual 70% das substâncias gorduras que cosumimos, por meio da alimentação, vão parar na corrente sanguínea.

reduçãoDessa forma é que a combinação da sinvastatina e da ezetimiba age exatamente onde o colesterol mais trabalha no corpo humano. O resultado, afirmam os pesquisadores, é uma redução muito mais substanciosa do LDL no sangue. “A taxa do índice de colesterol é reduzida de 45% a 61% nos pacientes”, garante Chris Allen.

O especialista conta que a pesquisa para se chegar aos resultados do medicamento de dupla inibição começaram no início dos anos 90. “Qualquer remédio precisa de 12 a 13 anos de desenvolvimento, de pesquisas, para que ele possa chegar ao mercado”. Nesse período, segundo ele, a ezetimiba era testada em hamsters.

As pesquisas que estudavam o efeito das estatinas junto com a ezetimiba ganharam um esforço conjunto no ano de 2000, com a junção da Merck e da Schering Plough. “Pacientes que tomaram o medicamento de dupla inibição tiveram o taxa de colesterol reduzida, até 51%, em duas semanas”, afirma Allen.

A pesquisa, segundo o especialista, foi feita em mais de 50 países. O Brasil foi incluído entre eles com 5 mil pacientes utilizados no programa de desenvolvimento do medicamento. A diferença cultural e climática das diferentes nações poderia ter provocado resultados diferentes? Allen responde: “Trabalhamos com pacientes brancos, hispânicos, afro-americanos e não houve diferença nenhuma de resultados. A eficiência foi a mesma”.

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    Arquivo Geral

    30/09/2004 0h00

    A combinação da estatina com outras substâncias surgiu exatamente da necessidade de ter um remédio mais eficaz na redução do colesterol ruim. Os pesquisadores da Merck/Schering reuniram duas classes de medicamentos que eram usadas neste caso, entre elas a pouco conhecida ezetimiba. Ou seja, começaram a usar dois mecanismos de inibição da gordura no sangue em um só produto.

    O coordenador mundial da pesquisa desse mecanismo, Chris Allen, explica que o medicamento de última geração age em dois órgãos o corpo. Enquanto a estatina inibe a produção de colesterol no fígado, a ezetimiba impede que o LDL seja absorvido pelo intestino.

    Em tempo: o fígado é a nossa grande fábrica de colesterol, o ruim e o bom (o HDL). Ele é responsável por 70% dessas lipoproteínas em nosso sangue. O intestino, por sua vez, é o canal pelo qual 70% das substâncias gorduras que cosumimos, por meio da alimentação, vão parar na corrente sanguínea.

    reduçãoDessa forma é que a combinação da sinvastatina e da ezetimiba age exatamente onde o colesterol mais trabalha no corpo humano. O resultado, afirmam os pesquisadores, é uma redução muito mais substanciosa do LDL no sangue. “A taxa do índice de colesterol é reduzida de 45% a 61% nos pacientes”, garante Chris Allen.

    O especialista conta que a pesquisa para se chegar aos resultados do medicamento de dupla inibição começaram no início dos anos 90. “Qualquer remédio precisa de 12 a 13 anos de desenvolvimento, de pesquisas, para que ele possa chegar ao mercado”. Nesse período, segundo ele, a ezetimiba era testada em hamsters.

    As pesquisas que estudavam o efeito das estatinas junto com a ezetimiba ganharam um esforço conjunto no ano de 2000, com a junção da Merck e da Schering Plough. “Pacientes que tomaram o medicamento de dupla inibição tiveram o taxa de colesterol reduzida, até 51%, em duas semanas”, afirma Allen.

    A pesquisa, segundo o especialista, foi feita em mais de 50 países. O Brasil foi incluído entre eles com 5 mil pacientes utilizados no programa de desenvolvimento do medicamento. A diferença cultural e climática das diferentes nações poderia ter provocado resultados diferentes? Allen responde: “Trabalhamos com pacientes brancos, hispânicos, afro-americanos e não houve diferença nenhuma de resultados. A eficiência foi a mesma”.

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