Em estréia mundial, o National Geographic Channel (Net, DirecTV) apresenta amanhã, às 22h, o documentário A Caminho de Meca. A exibição do programa coincide com o feriado islâmico do Ramadan, em que os fiéis jejuam e fazem peregrinações.
Com certeza não foi uma produção que encontrou facilidades para se realizar: o mundo muçulmano, especialmente nos tempos atuais, é tradicionalmente fechado à especulação estrangeira. A equipe obteve acesso exclusivo à mais sagrada cidade do Islã, Meca.
O programa mostra a trajetória de três muçulmanos de diferentes partes do mundo que se encontraram em Meca durante a Hajj, a peregrinação anual que todo seguidor do profeta Maomé deve fazer pelo menos uma vez na vida, uma maratona composta de ritos milenares e muito esforço físico e espiritual para reafirmar a fé islâmica e renovar o desejo de salvação eterna.
Um bem-sucedido executivo da Malásia, um radialista do interior da África do Sul e uma irlandesa radicada norte-americana que é professora no Texas são os cidadãos enfocados no especial. Os três embarcam na viagem espiritual de suas vidas e autorizaram a equipe do canal a acompanhá-los.
São momentos difíceis de se descrever, até porque revelam um contagiante enlevo espiritual e situações de grandeza, sensação do divino e até a claustrofobia pelos quais passam os participantes desta gigantesca reunião anual, que este ano reuniu cerca de 2 milhões de fiéis. Como se vê, é um movimento de vulto.
Quem ingressa na peregrinação atravessa uma infinidade de histórias pessoais. É o que mostra o programa, ponto positivo para esclarecer sobre uma das crenças de maior número de adeptos em todo o planeta e, ainda, feliz sinal de que a abertura também é possível no mundo islâmico.