É fatal. Mau hálito sempre causa constrangimento. Para que tem a halitose, como é conhecido no meio científico, como para quem se relaciona com essas pessoas. E, nessa hora, apesar do mal- estar que pode ocasionar, amigo que é amigo deve aconselhar a procura de um especialista para que o afetado não pague micos maiores no futuro. Mas, o que acontece na boca de quem tem este problema?
A halitose acomete 30% a 40% da população brasileira entre 3 e 90 anos. Países pioneiros no campo de pesquisa da halitose, como Japão, Estados Unidos, Inglaterra, Espanha e Bélgica, chegaram à conclusão que 30 a 50% da população mundial sofre desse mal. Estes já são números altos o suficiente para dizer que algo não está cheirando bem. E neste caso, o mal é o que sai da boca do homem.
Ao contrário do que muitos pensam, o mau hálito não é uma doença, e sim o sintoma de uma alteração da cavidade bucal, que pode ser desencadeada por uma primeira alteração que pode vir de outros órgãos do corpo humano. Mesmo assim, é mesmo a boca a origem de grande parte do problema. Estudos realizados na Bélgica dão conta que 82% dos casos são originados na cavidade bucal.
A halitose pode ter mais de uma causa. A alteração do hálito, com seu cheiro incômodo, depende de diversos fatores, como, por exemplo, o estresse, que deixa a pessoa com baixo fluxo salivar, ou seja, a boca seca quando começa a regurgitar.
A causa pode ser também de origem fisiológica em situações como a menstruação na mulher, em que a alteração dos hormônios pode levar a uma variação do hálito. A halitose pode ser adaptativa, quando, por exemplo, a pessoa está de regime e, por não ser balanceado, causa a halitose. Outra possibilidade é quando se tem doenças como a diabetes, que podem levar ao mau cheiro da boca.
Outras causas vão desde passar horas dormindo com a boca fechada até um processamento intestinal lento. “Se a pessoa passa horas sem se alimentar ou se está de regime, estes são fatores que podem levá-la a contrair uma halitose”, esclarece a dra. Celi Novaes Vieira, representante da Associação Brasileira de Pesquisa e Estudos de Odores Bucais (ABPO).
Seu colega, o dr. Wesley Borba também alerta para a importância de uma boa higiene bucal especialmente antes de dormir. “A saliva é o meio de defesa bucal do organismo. E, com a diminuição do fluxo salivar, não ocorre a mineralização necessária para o dente, favorecendo desse modo a ação das bactérias. Por isso que a hora antes de dormir é a mais importante para escovar os dentes”, enfatiza dr. Wesley.