Os dias de sossego de Lady Daiane (Jéssica Sodré) e Plínio (Dado Dolabella) estão contados em Senhora do Destino. Os dois vão ficar com a vida de pernas para o ar com a chegada de seus pupilos. A dupla agora terá de amadurecer rapidamente.
Daiane já está desesperada, pois descobriu que não é nada fácil cuidar de sua “bonequinha” Carmem (nome dado em homenagem a Maria do Carmo, personagem de Suzana Vieira).
“Ela fica assustada e não consegue dormir porque a filha chora muito”, lembra a atriz, que demonstra conhecer bem a índole da personagem que vive na trama: “Daiane é muito preguiçosa”.
Para driblar a falta de jeito, a mamãe de primeira viagem vai contar com o apoio de Rita (Adriana Lessa). “Daiane vai perceber que não é fácil como brincar de boneca”, analisa Jéssica. “Ela sente nojo de limpar a criança e não sabe como amamentá-la. Shao Lin (Leonardo Miggiorin) também não quer pegar a filha no colo, com medo que quebrá-la”.
A tarefa de Plínio também não vai ser fácil. De casamento marcado com Angélica (Carol Castro), o mulherengo corre o risco de perder a noiva quando Yara (Helena Ranaldi), com quem teve um rápido caso, aparecer com o filho.
Diferentemente de Rita, Maria do Carmo não vai dar colher de chá ao filho. Plínio terá de se virar cuidando da criança sozinho, trocando fralda e dando mamadeira.
Tal situação também servirá para Yara repensar sua postura de vida. Tinha planos de usar Plínio apenas como reprodutor, mas ficou desempregada e, sem dinheiro, não terá outro remédio a não ser procurar o rapaz e pede que ele a ajude a sustentar a criança.
“Como a tecelagem foi à falência, Yara fica numa situação financeira difícil”, explica Helena Ranaldi. A princípio, o garanhão da novela ficará assustado, mas não terá outro remédio a não ser assumir a responsabilidade.
Para a psicóloga carioca Nara Mattos, ouvida pela reportagem do jornal Extra, há vários pontos se considerar quando o assunto diz respeito aos pais que ainda são adolescentes. “A falta de estrutura emocional atrapalha muito, pois eles ainda não estão preparados para lidar com uma criança”, explica.
“Outro fator que pode afetar a vida dos jovens é a perda da liberdade, já que eles podem ter de abrir mão de programas para cuidar do filho”. A adolescência, lembra Nara, “é uma fase de egocentrismo”.
E se a família der suporte? Não resolve, atenta a psicóloga, porque “a imaturidade também pesa para o jovem que, muitas vezes, não consegue fazer escolhas sozinho”.