Enfim, o fim. Pelo menos nas telonas do cinema, a saga de Neo (Keanu Reeves), Trinity (Carrie-Anne Moss), Morpheus (Laurence Fishburne) e o bom e velho agente Smith (Hugo Weaving) acabou. Promessa dos irmãos Larry e Andy Wachowski, criadores da saga. Quem ficou com água na boca e quiser mais que compre livros e gibis, veja desenhos e DVDs e instale joguinhos nos PCs.
Ou, então, que corra ao cinema mais próximo de casa – e no Distrito Federal são duas dezenas deles – e veja Matrix Revolutions, que encerra a série em grande estilo, depois de Matrix e Matrix Reloaded. Algo que milhares (milhões?) de pessoas fizeram ontem na pré-estréia mundial que mudou a rotina de 64 cidades no mundo. Em Brasília, estreou meio-dia em concorridíssimas salas nos shoppings Pier 21, Taguatinga, ParkShopping, Brasília Shopping, Terraço, Liberty e Alameda.
E se o último capítulo da saga em que Neo (o “Messias”) luta contra as máquinas que se alimentam da energia de humanos causou expectativa entre os matrixmaníacos, o mesmo não se pode dizer se a espera valeu a pena. Não que tenha faltado boa vontade aos que lotaram as primeiras sessões. No Cinemark 3, do Pier 21, por exemplo, 432 pessoas pagaram ingresso para assistir à continuação do malfadado Matrix Reloaded. Espaço disponível só nas primeiras filas da sala com 461 lugares.
Num misto de tensão e excitação, eles gritaram a cada cena de luta ou batalha (e elas foram muitas, no melhor estilo hollywoodiano). E suspiraram com o generoso decote da bela e mal aproveitada – na produção – Monica Belucci (Persephone). E fizeram cara de “inteligente” com as tantas explicações de um roteiro que pretende dar “números finais” à série. Tipo o que é realmente a Matrix, qual o verdadeiro papel de Neo, de onde saem as máquinas. E, claro, choraram com a morte de um personagem querido (surpresa!).
No final das contas, a impressão que fica é que Matrix Revolutions é um mero adendo de Matrix Reloaded que, por sua vez, nem precisaria ter sido produzido (calma, fãs mais ortodoxos). É óbvio que o encanto se perdeu depois do fantástico filme de 1999 que deu origem à saga. E, que, aliás, inventou o propalado e banalizado efeito bullet time – aquele que causa a impressão da cena quadro a quadro.
Mas, como tudo que é bom, Matrix também acaba. O adeus chega depois de render mais de US$ 1 bilhão nos cinemas, de elevar o limitado Keanu Reeves à categoria de “Deus” (na série e para os fãs), de criar tendências imitadas até por Shrek e de dominar a mídia e o mundo há três anos. O que não é pouca coisa. Como diriam dois personagens de Matrix Revolutions, em cenas distintas: “Tudo aquilo que tem um início, tem um fim”. Ou melhor, The End.