Menu
Promoções

Maria Creuza canta hoje no Pier 21

Arquivo Geral

13/05/2004 0h00

A intérprete preferida de Vinícius de Moraes faz show hoje e amanhã no Carpe Diem do Pier 21. A cantora Maria Creuza vem à cidade com seu show em homenagem ao poeta e compositor com o qual dividiu os palcos nos anos 70. Ela promete tocar músicas do repertório que a consagrou, como os clássicos Eu Sei que Vou te Amar, Onde Anda Você, Tarde em Itapoã e Você Abusou. “Também farei uma homenagem aos 90 anos do nosso querido Dorival Caymmi”, acrescenta.

“As outras cantoras morriam de ciúmes, mas Vinícius de Moraes não cansava de dizer que a minha voz acariciava os seus ouvidos”, recorda Maria Creuza. “Ele era uma pessoa extremamente cativante. Tratava as mulheres como se fossem rainhas”, conta. Essa e outras histórias ela dividirá com o público brasiliense durante a apresentação no Carpe Diem. “Vivi em um período muito rico, que foi o divisor de águas da música popular brasileira. É um prazer dividir isso com as pessoas”, orgulha-se a intérprete. No repertório do show, ela adiciona analogias que faz com músicas de outros compositores. “Como Uma Onda, do Lulu Santos, me remete à obra de Tom Jobim”, exemplifica.

Maria Creuza acaba de retornar de uma temporada no Chile, onde fez três shows ao lado de Toquinho no Teatro Municipal de Santiago. Em princípio, seria apenas uma apresentação, mas os ingressos esgotaram com tanta rapidez que a cantora foi convidada a fazer mais dois dias de shows. Ela conta que a casa ficou lotada.

O show que apresenta em Brasília faz parte do projeto Resgate à Memória da MPB, idealizado pela cantora Waleska. A cantora e promoter veio a Brasília em 1992 apenas para curar uma dor de cotovelo e decidiu ficar. Devidamente instalada, sentiu falta de programas “para as pessoas mais maduras” e resolveu meter a mão na massa. Há 12 anos, ela traz à cidade artistas que fizeram a história da MPB mas que não aparecem mais na grande mídia. “Fui amiga de Maísa, Elis Regina, Vinícius de Moraes. Não vou deixar essa história morrer. Os jovens precisam conhecer e os mais velhos, recordar”, enfatiza Waleska.

Baiana de nascimento, Maria Creuza começou sua carreira na época dos grandes festivais, no Rio de Janeiro, na década de 60. Regularmente, Ela faz temporadas de shows no carioca Vinícius Bar. Em 2001, seus discos Eu disse Adeus, gravado em 1973, e Poético (1982), foram relançados em um CD pela BMG.

    Você também pode gostar

    Maria Creuza canta hoje no Pier 21

    Arquivo Geral

    13/05/2004 0h00

    A intérprete preferida de Vinícius de Moraes faz show hoje e amanhã no Carpe Diem do Pier 21. A cantora Maria Creuza vem à cidade com seu show em homenagem ao poeta e compositor com o qual dividiu os palcos nos anos 70. Ela promete tocar músicas do repertório que a consagrou, como os clássicos Eu Sei que Vou te Amar, Onde Anda Você, Tarde em Itapoã e Você Abusou. “Também farei uma homenagem aos 90 anos do nosso querido Dorival Caymmi”, acrescenta.

    “As outras cantoras morriam de ciúmes, mas Vinícius de Moraes não cansava de dizer que a minha voz acariciava os seus ouvidos”, recorda Maria Creuza. “Ele era uma pessoa extremamente cativante. Tratava as mulheres como se fossem rainhas”, conta. Essa e outras histórias ela dividirá com o público brasiliense durante a apresentação no Carpe Diem. “Vivi em um período muito rico, que foi o divisor de águas da música popular brasileira. É um prazer dividir isso com as pessoas”, orgulha-se a intérprete. No repertório do show, ela adiciona analogias que faz com músicas de outros compositores. “Como Uma Onda, do Lulu Santos, me remete à obra de Tom Jobim”, exemplifica.

    Maria Creuza acaba de retornar de uma temporada no Chile, onde fez três shows ao lado de Toquinho no Teatro Municipal de Santiago. Em princípio, seria apenas uma apresentação, mas os ingressos esgotaram com tanta rapidez que a cantora foi convidada a fazer mais dois dias de shows. Ela conta que a casa ficou lotada.

    O show que apresenta em Brasília faz parte do projeto Resgate à Memória da MPB, idealizado pela cantora Waleska. A cantora e promoter veio a Brasília em 1992 apenas para curar uma dor de cotovelo e decidiu ficar. Devidamente instalada, sentiu falta de programas “para as pessoas mais maduras” e resolveu meter a mão na massa. Há 12 anos, ela traz à cidade artistas que fizeram a história da MPB mas que não aparecem mais na grande mídia. “Fui amiga de Maísa, Elis Regina, Vinícius de Moraes. Não vou deixar essa história morrer. Os jovens precisam conhecer e os mais velhos, recordar”, enfatiza Waleska.

    Baiana de nascimento, Maria Creuza começou sua carreira na época dos grandes festivais, no Rio de Janeiro, na década de 60. Regularmente, Ela faz temporadas de shows no carioca Vinícius Bar. Em 2001, seus discos Eu disse Adeus, gravado em 1973, e Poético (1982), foram relançados em um CD pela BMG.

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado