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Mapati estréia espetáculo multimídia

Arquivo Geral

15/01/2005 0h00

O grupo Mapati, tradicional trupe de teatro infantil de Brasília, não limita suas montagens aos palcos. Aliás, conforme assegura a diretora da companhia, Tereza Padilha, não é preciso ter um lugar certo para realizar um espetáculo. A nova peça produzida pelo Mapati é um experiência que traduz precisamente esse pensamento. Alicess, adaptação do clássico Alice no País das Maravilhas (de Lewis Carrol), assinada por José Mapurunga, convida o público a peregrinar com a personagem por um mundo de fantasia que beira a loucura. A montagem será exibida hoje e amanhã, na própria sede do teatro, na 707 Norte.

Para começar, a protagonista do conto de Carrol se multiplica. No palco estão duas Alices (a atriz-mirim, Aline Padilha, neta de Tereza; e a adolescente, Danielle Farias) que percorrem, pelo menos, dez cenários diferentes distribuídos por todo o espaço físico do Teatro Mapati. “É uma peça muito doida. A encenação começa numa kombi no estacionamento, como se fosse uma tenda de ciganos”, adianta a diretora. Este é o ponto de partida, onde o público – limitado a 40 pessoas – receberá cartas de tarô como bilhetes de acesso. O elenco tem a participação dos atores Elder Trindade, Jeff Moreira, Luis Felipe, Peri Silva e Albergue De Lima.

A platéia precisa se preparar. Além de seguirem os passos das personagens por todos os cômodos do teatro, encarar um sobe-desce de escadas e passar por mais de cinco portas e dois túneis, os espectadores serão convidados a colaborar com a trilha sonora e cantar com o elenco. Sem contar que cada um deverá carregar seu próprio banco de plástico por todo o intinerário. A peça aposta em cheio na interatividade.

Assim começa a jornada das Alices para fugir da solidão, o elemento mais explorado por Tereza Padilha na peça. “Quero que a platéia desperte para os sentimentos da criança, muitas vezes solitária”, destaca. Tereza completa com um apelo aos pais: “É importante que eles assistam à montagem e reflitam sobre a situação da criança que fica dialogando com a TV e a internet”.

O conto de Carrol é transportado para os dias de hoje, segundo sugere a diretora. As Alices tentam se absorver no mundo da fantasia para, com isso, fugirem dos programas de televisão e se relacionarem de forma mais direta e sincera com outras pessoas. Os personagens secundários são, de certa forma, os mesmos da história original, com mudanças somente no nome das figuras.

Serviço

Alicess – De Lewis Carrol. Adaptação de José Mapurunga. Direção de Tereza Padilha. Hoje e amanhã, às 18h, no Teatro Mapati (707 Norte, próximo ao Ceub). Ingressos limitados. Preço: R$ 20 (inteira).

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    Mapati estréia espetáculo multimídia

    Arquivo Geral

    15/01/2005 0h00

    O grupo Mapati, tradicional trupe de teatro infantil de Brasília, não limita suas montagens aos palcos. Aliás, conforme assegura a diretora da companhia, Tereza Padilha, não é preciso ter um lugar certo para realizar um espetáculo. A nova peça produzida pelo Mapati é um experiência que traduz precisamente esse pensamento. Alicess, adaptação do clássico Alice no País das Maravilhas (de Lewis Carrol), assinada por José Mapurunga, convida o público a peregrinar com a personagem por um mundo de fantasia que beira a loucura. A montagem será exibida hoje e amanhã, na própria sede do teatro, na 707 Norte.

    Para começar, a protagonista do conto de Carrol se multiplica. No palco estão duas Alices (a atriz-mirim, Aline Padilha, neta de Tereza; e a adolescente, Danielle Farias) que percorrem, pelo menos, dez cenários diferentes distribuídos por todo o espaço físico do Teatro Mapati. “É uma peça muito doida. A encenação começa numa kombi no estacionamento, como se fosse uma tenda de ciganos”, adianta a diretora. Este é o ponto de partida, onde o público – limitado a 40 pessoas – receberá cartas de tarô como bilhetes de acesso. O elenco tem a participação dos atores Elder Trindade, Jeff Moreira, Luis Felipe, Peri Silva e Albergue De Lima.

    A platéia precisa se preparar. Além de seguirem os passos das personagens por todos os cômodos do teatro, encarar um sobe-desce de escadas e passar por mais de cinco portas e dois túneis, os espectadores serão convidados a colaborar com a trilha sonora e cantar com o elenco. Sem contar que cada um deverá carregar seu próprio banco de plástico por todo o intinerário. A peça aposta em cheio na interatividade.

    Assim começa a jornada das Alices para fugir da solidão, o elemento mais explorado por Tereza Padilha na peça. “Quero que a platéia desperte para os sentimentos da criança, muitas vezes solitária”, destaca. Tereza completa com um apelo aos pais: “É importante que eles assistam à montagem e reflitam sobre a situação da criança que fica dialogando com a TV e a internet”.

    O conto de Carrol é transportado para os dias de hoje, segundo sugere a diretora. As Alices tentam se absorver no mundo da fantasia para, com isso, fugirem dos programas de televisão e se relacionarem de forma mais direta e sincera com outras pessoas. Os personagens secundários são, de certa forma, os mesmos da história original, com mudanças somente no nome das figuras.

    Serviço

    Alicess – De Lewis Carrol. Adaptação de José Mapurunga. Direção de Tereza Padilha. Hoje e amanhã, às 18h, no Teatro Mapati (707 Norte, próximo ao Ceub). Ingressos limitados. Preço: R$ 20 (inteira).

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