Notícia divulgada recentemente pelo Departamento de Saúde dos Estados Unidos alerta a população daquele país que cuide desde muito cedo do fortalecimento dos ossos para não sofrer de osteoporose mais tarde. Segundo o relato, cerca de dez milhões de americanos acima dos 50 anos já sofrem de enfraquecimento dos ossos e outros 34 milhões fazem parte de um grupo de risco. Em 2020, calcula-se que esses números devem aumentar para 14 milhões e 47 milhões, respectivamente.
No Brasil, estimam-se que mais de dez milhões de pessoas sofram desse mal. De acordo com Maria Cecília Anauate, reumatologista do Hospital Santa Paula, de São Paulo, “para a maioria das pessoas, a perda óssea é gradual e não apresenta sinais até que a doença já esteja em estado avançado”.
Para a reumatologista, um dos principais problemas é a falta de esclarecimento sobre a osteoporose, que, ao contrário da concepção que prega ser uma doença da terceira idade, pode atingir mulheres jovens – a partir dos 35 anos.
“Perto dos 15 anos, as meninas já adquiriram cerca de 90% do seu pico de massa óssea, completando-o até os trinta anos. O normal é que a partir dos 35 anos a mulher comece a perder massa óssea. Certamente, a partir dos 45 anos a perda é mais acentuada. Se a mulher passar pela menopausa antes dos 45 anos, suas chances de desenvolver osteoporose aumentam. Algumas perdem de 10 a 15% de sua massa óssea nos primeiros oito anos após a menopausa”, afirma Anauate.
Os fatores de risco mais relevantes para determinar o surgimento da doença são hereditariedade, raça, sexo e idade. “Fumo, álcool, café, sedentarismo, estresse e baixa ingestão de cálcio na alimentação também são determinantes para a precocidade da doença”, explica a médica.
De acordo com a radiologista Cristina Longo, o exame mais solicitado para diagnosticar a osteoporose é a densitometria óssea. “Medimos a densidade mineral óssea absoluta – em geral, da coluna lombar e do fêmur”, explica a especialista.