Há sonhos que podem ser compartilhados, mesmo contra a correnteza. Há anos, o baiano José da Mata se dedica a essa missão, levando o cinema, de graça, aos cantos mais desassistidos do Brasil.
Autor do Projeto Cinematógrafo Voador, ele e seu “ônibus mágico” saíram de Brasília rumo às margens do Rio São Francisco tendo na bagagem uma verdadeira mala de sonhos – um pacote de bons filmes brasileiros para exibir ao ar livre. Hoje, quem ganha o presente é a cidade de Oliveira dos Brejinhos, na Bahia.
Da Mata, que conta com o apoio da Biblioteca Geraldo Rocha, da Codevasf, defende que “cinema de graça é a maior diversão”. Em Brasília, tornou-se conhecido por desenvolver este trabalho no auditório da Cultura Inglesa, na Escola Parque e ao ar livre.
Leva na bagagem, entre outros títulos, As Vozes do Brejo, Abril Despedaçado, A Guerra de Canudos, A Terceira Margem do Rio e Maria Bonita, a Rainha do Cangaço. É, na visão do cineasta Vladimir Carvalho, o arauto da “transposição cultural”.