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Madonna troca o sexo pela política

Arquivo Geral

26/05/2004 0h00

Madonna fecha um ciclo, enterra o sexo e finalmente alfineta George W. Bush na Re-Invention Tour. A pop star, que fez o primeiro de uma série de 52 shows na noite de segunda-feira, em Los Angeles, mistura Express Yourself com Crazy for You, faz versão jazz de Deeper and Deeper e levanta o ginásio com uma ótima interpretação de Like a Prayer. O show também é uma intensa propaganda da Kabbalah.

O espetáculo de duas horas começa com uma adaptação em escala gigantesca das instalações artísticas criadas pelo fotógrafo Steven Klein na Deitch Gallery, de Nova York, no ano passado. Ao som de um remix de Justify My Love batizado de The Beast Within, grande telas de TV movem-se para mostrar as imagens mais intensas de Madonna.

De um elevador do centro do palco, ela aparece aos primeiros acordes de Vogue. Segue-se um dos mais emocionantes números já produzidos pela cantora: a coreografia foi modernizada, mas não perdeu os traços da dança que inspirou o hit, e os vídeos em computação gráfica têm efeito hipnótico. O figurino é uma versão anos 2000 dos usados em um show da MTV, em 1991.

Iraque Seguem-se Nobody Knows Me, em que a esteira rolante é usada pela primeira vez, e Frozen. American Life começa com explosões e cenas de guerra, até que uma estrutura de metal suspensa desce do alto do ginásio e vira uma passarela sobre o público. Há um desfile de moda de temas religiosos (a idéia original do vídeo que foi engavetado no ano passado, em atitude conservadora de Madonna) e coreografias que evocam a tortura nos presídios do Iraque.

É curioso observar que a versão 2004 de Madonna não choca com referências sexuais, mas por ter coragem de apontar uma opinião política minimamente dissonante. O final apoteótico, com Holiday, surpreende com a elevação do palco, enquanto uma gravação de Bush anuncia o início da guerra do Iraque.

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    26/05/2004 0h00

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    O espetáculo de duas horas começa com uma adaptação em escala gigantesca das instalações artísticas criadas pelo fotógrafo Steven Klein na Deitch Gallery, de Nova York, no ano passado. Ao som de um remix de Justify My Love batizado de The Beast Within, grande telas de TV movem-se para mostrar as imagens mais intensas de Madonna.

    De um elevador do centro do palco, ela aparece aos primeiros acordes de Vogue. Segue-se um dos mais emocionantes números já produzidos pela cantora: a coreografia foi modernizada, mas não perdeu os traços da dança que inspirou o hit, e os vídeos em computação gráfica têm efeito hipnótico. O figurino é uma versão anos 2000 dos usados em um show da MTV, em 1991.

    Iraque Seguem-se Nobody Knows Me, em que a esteira rolante é usada pela primeira vez, e Frozen. American Life começa com explosões e cenas de guerra, até que uma estrutura de metal suspensa desce do alto do ginásio e vira uma passarela sobre o público. Há um desfile de moda de temas religiosos (a idéia original do vídeo que foi engavetado no ano passado, em atitude conservadora de Madonna) e coreografias que evocam a tortura nos presídios do Iraque.

    É curioso observar que a versão 2004 de Madonna não choca com referências sexuais, mas por ter coragem de apontar uma opinião política minimamente dissonante. O final apoteótico, com Holiday, surpreende com a elevação do palco, enquanto uma gravação de Bush anuncia o início da guerra do Iraque.

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