Nada se alterou com a saída de Marlene Mattos da Bandeirantes. Até pelo contrário. Agora sem ela, a emissora parece ainda
mais complicada, vendo a audiência despencar em vários
horários da sua programação. É uma situação bem delicada. Terça-feira, por exemplo, das sete às onze da manhã, a sua
média não ultrapassou 0,2 e, ainda durante o mesmo período, traçou por mais de uma hora e meia seguida. Nessa faixa de horário, a TV Globo registrou 8 pontos, contra 7 do SBT, 2 da Record e 1 da Rede TV!. Isso vem se repetindo quase todos os dias e também em outras importantes faixas da programação, o que nos leva a concluir que providências urgentes devem ser tomadas. Mesmo considerando o “gesso” provocado por horários vendidos e outros assegurados por contrato, a Bandeirantes tem gente competente em suas fileiras para alterar esse estado de coisas e buscar um caminho mais interessante. Torcemos para isso. Segmentar a sua programação, como até bem pouco
tempo ocorria com o esporte, pode ser uma hipótese.
O jornalismo pode ser outra. Mas ainda existem alternativas diferentes que devem ser tentadas. Alguma coisa está errada. Todos sabemos da boa vontade da sua direção, que sempre se mexe para oferecer boas opções ao seu público.
Só que uma coisa é certa: a linha de shows nunca foi o
forte do Morumbi. Não adianta insistir por aí. Por exemplo:
esse reality show Na Pressão, assinado pela Endemol
Globo, se fosse bom mesmo, iria parar nas mãos
da Bandeirantes?