Com o estouro dos trios elétricos, na Bahia dos anos 70, surgiram grandes instrumentistas que, apesar de se projetarem nacionalmente como músicos de pop e axé, ganharam devido reconhecimento de virtuoses do chorinho. Como exemplo estão Pepeu Gomes, Armandinho e Luiz Caldas. Esse último se tornou, no início dos 80, uma das primeiras referências na chamada axé music e, hoje, desce do trio elétrico para subir ao palco do Clube do Choro, onde apresenta sua verve instrumental no projeto O Brasil Brasileiro de Ary Barroso.
Além de homenagear o compositor mineiro – criador da imortal Aquarela do Brasil –, Caldas faz um apanhado de clássicos do chorinho de Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth, acompanhado do seu piano e com o apoio dos instrumentistas brasilienses Rômulo Duarte (contrabaixo), Sandro Araújo (bateria) e Daniel Baker (teclados).
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O Brasil Brasileiro de Ary Barroso – Show com Luiz Caldas. Hoje, amanhã e sexta, às 21h, no Clube do Choro (Eixo Monumental, entre a Torre de TV e o Centro de Convenções. Ingressos a R$ 10 (inteira), à venda no Garvey Park Hotel, sobreloja 3.