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Livro revela o jornalismo político

Arquivo Geral

28/06/2005 0h00

Em época de tantas denúncias de corrupção, instauração de CPIs e escândalos envolvendo os dirigentes do País, nada melhor do que entender os caminhos percorridos pela imprensa para levar à tona as verdades e mentiras desse cenário. O livro Jornalismo Político, do comentarista Franklin Martins, mostra o jogo de cintura necessário para que repórteres e editores da área não sejam engolidos por uma máquina comandada por experientes líderes. O lançamento ocorre hoje à noite, a partir das 19h, no restaurante Carpe Diem da 104 Sul.

Além de jovens repórteres e estudantes de comunicação, o livro é indicado para todos que se interessam pela cobertura política. A obra nasce de experiências e fatos vivenciados pelo próprio Franklin, que teve intensa participação na luta contra a ditadura militar no País.

O autor discorre sobre o papel da imprensa desde a década de 50, quando os jornais assumiam claras posturas ideológicas e defendiam abertamente seus candidatos. Ele chega até os dias atuais com abordagem de questões éticas, envolvimento com fontes, atuação em eleições e o cotidiano dos jornalistas da área.

“Espero que o livro possa contribuir para que o grande público entenda um pouco mais o trabalho dos jornalistas e tenha uma idéia mais clara sobre sua rotina, cacoetes, dúvidas, sonhos, angústias e alegrias. Evitei usar linguagem cifrada e dirigir-me apenas aos iniciados”, comenta.

Assim como o jornalista político tem de manter uma postura crítica em relação ao poder, à sociedade cabe a vigilância constante da imprensa. “Quanto mais conhecer o nosso trabalho, melhor. Mais precisas serão as cobranças e mais razoáveis, as expectativas”, diz Franklin Martins começou na profissão aos 15 anos como estagiário do jornal Última Hora do rio de Janeiro.

Franklin envolveu-se com o movimento estudantil, sendo preso em 1968 durante o Congresso da União Nacional dos Estudantes em Ibiúna (SP). Foi libertado dois meses depois, 48 horas antes da edição do AI-5. Partiu para a clandestinidade e, meses depois, estava na luta armada. Em 1969 participou do seqüestro do embaixador americano Charles Elbrick para forçar o governo a libertar 15 presos políticos. Foi ele quem redigiu a carta com pedido de resgate – fato narrado no livro O Que É Isso Companheiro?, de Fernando Gabeira e mais tarde transformado em filme.

Foi para Cuba fazer treinamento de guerrilha rural e depois para o Chile. No início de 1973 voltou ao Brasil clandestinamente, retornando ao exterior no ano seguinte. Ficou na França até 1977, quando decidiu voltar. Dois anos depois foi concedida anistia e ele pôde, finalmente, circular livremente. Há mais de seis anos é comentarista político da Rede Globo, GloboNews e rádio CBN.

Serviço

Jornalismo Político – Lançamento do livro do jornalista Franklin Martins. Hoje, às 19h, no Restaurante Carpe Diem (SCLS 104, bloco D, loja 1). 144 páginas (Editora Contexto). Preço sugerido: de R$ 29.

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    28/06/2005 0h00

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    Além de jovens repórteres e estudantes de comunicação, o livro é indicado para todos que se interessam pela cobertura política. A obra nasce de experiências e fatos vivenciados pelo próprio Franklin, que teve intensa participação na luta contra a ditadura militar no País.

    O autor discorre sobre o papel da imprensa desde a década de 50, quando os jornais assumiam claras posturas ideológicas e defendiam abertamente seus candidatos. Ele chega até os dias atuais com abordagem de questões éticas, envolvimento com fontes, atuação em eleições e o cotidiano dos jornalistas da área.

    “Espero que o livro possa contribuir para que o grande público entenda um pouco mais o trabalho dos jornalistas e tenha uma idéia mais clara sobre sua rotina, cacoetes, dúvidas, sonhos, angústias e alegrias. Evitei usar linguagem cifrada e dirigir-me apenas aos iniciados”, comenta.

    Assim como o jornalista político tem de manter uma postura crítica em relação ao poder, à sociedade cabe a vigilância constante da imprensa. “Quanto mais conhecer o nosso trabalho, melhor. Mais precisas serão as cobranças e mais razoáveis, as expectativas”, diz Franklin Martins começou na profissão aos 15 anos como estagiário do jornal Última Hora do rio de Janeiro.

    Franklin envolveu-se com o movimento estudantil, sendo preso em 1968 durante o Congresso da União Nacional dos Estudantes em Ibiúna (SP). Foi libertado dois meses depois, 48 horas antes da edição do AI-5. Partiu para a clandestinidade e, meses depois, estava na luta armada. Em 1969 participou do seqüestro do embaixador americano Charles Elbrick para forçar o governo a libertar 15 presos políticos. Foi ele quem redigiu a carta com pedido de resgate – fato narrado no livro O Que É Isso Companheiro?, de Fernando Gabeira e mais tarde transformado em filme.

    Foi para Cuba fazer treinamento de guerrilha rural e depois para o Chile. No início de 1973 voltou ao Brasil clandestinamente, retornando ao exterior no ano seguinte. Ficou na França até 1977, quando decidiu voltar. Dois anos depois foi concedida anistia e ele pôde, finalmente, circular livremente. Há mais de seis anos é comentarista político da Rede Globo, GloboNews e rádio CBN.

    Serviço

    Jornalismo Político – Lançamento do livro do jornalista Franklin Martins. Hoje, às 19h, no Restaurante Carpe Diem (SCLS 104, bloco D, loja 1). 144 páginas (Editora Contexto). Preço sugerido: de R$ 29.

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