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Literatura e superação em forma de poesias

Arquivo Geral

30/11/2004 0h00

Vítima de Acidente Vascular Cerebral (AVC), que significa o comprometimento súbito da função cerebral, o escritor Efe Brandes sofreu várias conseqüências que impediram sua locomoção e afetaram sua memória.

Mesmo depois de ter perdido os movimentos da mão direita (Brandes é destro), reaprendeu a escrever com a mão esquerda. O resultado da conquista ou do não-ceder, foi o livro A Morte da Liberdade, com lançamento hoje, à partir das 19h, no Restaurante Carpe Diem.

São ao todo 67 poemas que falam da natureza, da solidão e de Deus. Logo no texto de apresentação, o autor revela-se por inteiro. “Em A Morte da Liberdade, o leitor certamente irá notar certa tendência para o triste e o melancólico, talvez levado pelas circunstâncias que me rodeiam atualmente. Receio que, na minha idade e com os meus problemas de saúde, possa ser interrompido nos meus afazeres do cotidiano, principalmente nos da produção intelectual”, observa.

E mesmo com tanta experiência como escritor (ele é membro de várias Academias de Letras), admite que muitas vezes encontra certa dificuldade para extrair inspiração em algumas áreas. “O certo é que tais áreas, quando provocadas pelo intelecto, não respondem mais com a mesma intensidade de outrora, razão do reduzido número de poesias sem o calor dos sentimentos líricos e românticos de antes”, divaga.

Nesta noite de lançamento, Brandes vai carimbar uma frase em cada livro assinado por ele, e escrever o nome da pessoa que o levou. Vai ser servida também uma taça de vinho para os convidados. A arrecadação do livro será revertida para as obras assistenciais da Associação Nacional de Equoterapia (Ande-Brasil).

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    Mesmo depois de ter perdido os movimentos da mão direita (Brandes é destro), reaprendeu a escrever com a mão esquerda. O resultado da conquista ou do não-ceder, foi o livro A Morte da Liberdade, com lançamento hoje, à partir das 19h, no Restaurante Carpe Diem.

    São ao todo 67 poemas que falam da natureza, da solidão e de Deus. Logo no texto de apresentação, o autor revela-se por inteiro. “Em A Morte da Liberdade, o leitor certamente irá notar certa tendência para o triste e o melancólico, talvez levado pelas circunstâncias que me rodeiam atualmente. Receio que, na minha idade e com os meus problemas de saúde, possa ser interrompido nos meus afazeres do cotidiano, principalmente nos da produção intelectual”, observa.

    E mesmo com tanta experiência como escritor (ele é membro de várias Academias de Letras), admite que muitas vezes encontra certa dificuldade para extrair inspiração em algumas áreas. “O certo é que tais áreas, quando provocadas pelo intelecto, não respondem mais com a mesma intensidade de outrora, razão do reduzido número de poesias sem o calor dos sentimentos líricos e românticos de antes”, divaga.

    Nesta noite de lançamento, Brandes vai carimbar uma frase em cada livro assinado por ele, e escrever o nome da pessoa que o levou. Vai ser servida também uma taça de vinho para os convidados. A arrecadação do livro será revertida para as obras assistenciais da Associação Nacional de Equoterapia (Ande-Brasil).

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