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Linda e aventureira

Arquivo Geral

16/05/2004 0h00

Dona de uma vida que qualquer Verinha sonharia ter, Maitê Proença se diverte ao viver a socialite falida em Da Cor do Pecado. Em meio à rotina corrida, entrevistá-la pode ser uma odisséia. Sentada no banco de trás do carro, a atriz vai falando, no longo trajeto entre o apartamento onde mora, de frente para a Praia de Copacabana, até o Projac (estúdios da Globo), em Jacarepaguá. A viagem leva uma hora e meia, tempo suficiente para ela lembrar da carreira desde os tempos de Guerra dos Sexos e Dona Beija à Malhação; das viagens que fez pela Índia, Irã e Afeganistão; contar como fez para escapar de dois seqüestros; falar do projeto de escrever um livro e do sonho de dar a volta ao mundo e ainda de seu novo amor.

“Nunca quis ser atriz. Meu jeito de ser não tinha nada a ver com o Rio nem com a Globo. Eu me sentia um ET”, conta Maitê, aos 44 anos, que, com 22 de carreira, já pensou em largar tudo algumas vezes. “Cheguei a tentar quebrar meu contrato, mas não deixaram. E era um bom contrato. Pedi uma grana preta para vir para cá, porque não queria verdadeiramente e achava que assim não ia rolar. Mas rolou”, lembra a paulistana, que foi amolecendo em relação à profissão. “Foi difícil, mas foi dando certo. Mesmo fazendo malfeito, como fiz no início. Além de ser estranha, era bonita e falava lé com cré, o que causava um certo incômodo em todos. Mas já tinha me atirado em tantos lugares esquisitos, por que não mergulharia nesse ninho de cobras?”, indaga ela, que já quis ser artista plástica, psicóloga e jornalista.

Apesar de citada, a beleza, garante Maitê, não é motivo de orgulho. “A gente é do jeito que é. Se ser bonita me incomodasse, não teria tantos cuidados para manter. Mas não é uma qualidade, é uma característica. Das coisas que a gente conquista pode se orgulhar, da beleza, não”. Apesar dos cuidados de hoje, nem sempre foi assim. Maitê lembra que a primeira vez que fez depilação e furou a orelha “foi uma guerra”. Levada pelo marido, ela relutou o quanto pôde. “Aos 20 anos, você toma banho, sacode o cabelo e está linda”, lembra ela, que desde os 15 não come nada que contenha agrotóxicos ou corante.

Muito das dietas e dos costumes vieram dos passeios pelo mundo. “Vivi uma época dentro da filosofia hippie. Viajei o mundo inteiro com mochilão nas costas e sem grana. Comecei no Brasil, depois, América Latina e Europa. De lá, fui para a Índia, passando pelo Irã, Afeganistão, Paquistão. Tudo a pé”. Aventurar-se é com ela mesmo. Sempre que pode, Maitê nada em altomar, pula de asa-delta e participa de enduros a cavalo.

Foi se atirando assim que ela ganhou uma coluna semanal numa revista de grande circulação, que lhe rendeu, além de repercussão no caso da falsa gravidez de Luma de Oliveira, quando deu uma bronca na modelo, convites para escrever um livro. “Hesitei em dar a cara a tapa, mas depois gostei. Não faço sensacionalismo barato para criar polêmica”, garante ela, que pretende compilar suas crônicas. “Demoro três dias para escrever uma página, imagina um livro inteiro. Mas uma hora sai”. Maitê, que já namorou os atores Victor Fasano e Sérgio Marone, é categórica ao abrir o coração. “Meus relacionamentos são inqualificáveis, mas posso dizer que estou vivendo um grande amor.”

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    16/05/2004 0h00

    Dona de uma vida que qualquer Verinha sonharia ter, Maitê Proença se diverte ao viver a socialite falida em Da Cor do Pecado. Em meio à rotina corrida, entrevistá-la pode ser uma odisséia. Sentada no banco de trás do carro, a atriz vai falando, no longo trajeto entre o apartamento onde mora, de frente para a Praia de Copacabana, até o Projac (estúdios da Globo), em Jacarepaguá. A viagem leva uma hora e meia, tempo suficiente para ela lembrar da carreira desde os tempos de Guerra dos Sexos e Dona Beija à Malhação; das viagens que fez pela Índia, Irã e Afeganistão; contar como fez para escapar de dois seqüestros; falar do projeto de escrever um livro e do sonho de dar a volta ao mundo e ainda de seu novo amor.

    “Nunca quis ser atriz. Meu jeito de ser não tinha nada a ver com o Rio nem com a Globo. Eu me sentia um ET”, conta Maitê, aos 44 anos, que, com 22 de carreira, já pensou em largar tudo algumas vezes. “Cheguei a tentar quebrar meu contrato, mas não deixaram. E era um bom contrato. Pedi uma grana preta para vir para cá, porque não queria verdadeiramente e achava que assim não ia rolar. Mas rolou”, lembra a paulistana, que foi amolecendo em relação à profissão. “Foi difícil, mas foi dando certo. Mesmo fazendo malfeito, como fiz no início. Além de ser estranha, era bonita e falava lé com cré, o que causava um certo incômodo em todos. Mas já tinha me atirado em tantos lugares esquisitos, por que não mergulharia nesse ninho de cobras?”, indaga ela, que já quis ser artista plástica, psicóloga e jornalista.

    Apesar de citada, a beleza, garante Maitê, não é motivo de orgulho. “A gente é do jeito que é. Se ser bonita me incomodasse, não teria tantos cuidados para manter. Mas não é uma qualidade, é uma característica. Das coisas que a gente conquista pode se orgulhar, da beleza, não”. Apesar dos cuidados de hoje, nem sempre foi assim. Maitê lembra que a primeira vez que fez depilação e furou a orelha “foi uma guerra”. Levada pelo marido, ela relutou o quanto pôde. “Aos 20 anos, você toma banho, sacode o cabelo e está linda”, lembra ela, que desde os 15 não come nada que contenha agrotóxicos ou corante.

    Muito das dietas e dos costumes vieram dos passeios pelo mundo. “Vivi uma época dentro da filosofia hippie. Viajei o mundo inteiro com mochilão nas costas e sem grana. Comecei no Brasil, depois, América Latina e Europa. De lá, fui para a Índia, passando pelo Irã, Afeganistão, Paquistão. Tudo a pé”. Aventurar-se é com ela mesmo. Sempre que pode, Maitê nada em altomar, pula de asa-delta e participa de enduros a cavalo.

    Foi se atirando assim que ela ganhou uma coluna semanal numa revista de grande circulação, que lhe rendeu, além de repercussão no caso da falsa gravidez de Luma de Oliveira, quando deu uma bronca na modelo, convites para escrever um livro. “Hesitei em dar a cara a tapa, mas depois gostei. Não faço sensacionalismo barato para criar polêmica”, garante ela, que pretende compilar suas crônicas. “Demoro três dias para escrever uma página, imagina um livro inteiro. Mas uma hora sai”. Maitê, que já namorou os atores Victor Fasano e Sérgio Marone, é categórica ao abrir o coração. “Meus relacionamentos são inqualificáveis, mas posso dizer que estou vivendo um grande amor.”

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