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Lemos, um vilão simpático

Arquivo Geral

08/10/2005 0h00

Espancar a mulher, despejar a irmã, forjar documentos, boicotar a sobrinha, castigar escravos são algumas das maldades praticadas por Manoel Lemos, personagem de Paulo Gorgulho em Essas Mulheres (Record). Mesmo assim, há quem o ache simpático.

“As pessoas falam muito comigo nas ruas, mas teve um rapaz que disse que eu estava conseguindo provar que um vilão pode ser simpático. Gostei disso, acho que é por causa da cara-de-pau dele”, fala o ator, que interpreta o primeiro malfeitor da carreira.”Divirto-me muito com o Lemos. Ele faz maldades possíveis, mas que não são corriqueiras nem comuns. Passa a ser divertido, porque é um universo completamente diferente do meu”, emenda.

Para o ator, as pessoas não confundem mais ator e personagem. “Já presenciei o (Antonio) Petrin apanhar no aeroporto, na época de Pantanal. Hoje, quem vem falar comigo comenta sobre o personagem e elogia meu trabalho. Ninguém foi agressivo”. orgulha-se.

Acostumado a viver galãs, Gorgulho diz que a vilania dá trabalho. “Quando se faz um galã, se tem uma margem de erro maior. A tolerância é muito menor com os vilões, que são personagens mais fáceis de deixar over”, avalia.

A vantagem de interpretar um malvado, porém, é a possibilidade de descarregar a energia negativa do dia-a-dia. “A profissão de ator permite essa catarse. A gente descarrega o estresse no personagem. O vilão funciona como uma válvula de escape”, diz.

Ainda assim, ele acredita que Lemos não sairá impune no final de Essas Mulheres. “Ele tem de ser punido no final. Pessoas como ele não merecem se dar bem.”

Mineiro, Gorgulho foi um menino tímido na infância e começou a fazer teatro na escola. “Estudei em uma escola pública e havia um professor de História, chamado Orlando, que montou um grupo de teatro amador. Fui para o grupo para me enturmar e para ter dispensa das aulas. Na hora do vestibular, minha família não gostou quando eu disse que faria curso de interpretação, mas, depois, apoiaram”, lembra.

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    Lemos, um vilão simpático

    Arquivo Geral

    08/10/2005 0h00

    Espancar a mulher, despejar a irmã, forjar documentos, boicotar a sobrinha, castigar escravos são algumas das maldades praticadas por Manoel Lemos, personagem de Paulo Gorgulho em Essas Mulheres (Record). Mesmo assim, há quem o ache simpático.

    “As pessoas falam muito comigo nas ruas, mas teve um rapaz que disse que eu estava conseguindo provar que um vilão pode ser simpático. Gostei disso, acho que é por causa da cara-de-pau dele”, fala o ator, que interpreta o primeiro malfeitor da carreira.”Divirto-me muito com o Lemos. Ele faz maldades possíveis, mas que não são corriqueiras nem comuns. Passa a ser divertido, porque é um universo completamente diferente do meu”, emenda.

    Para o ator, as pessoas não confundem mais ator e personagem. “Já presenciei o (Antonio) Petrin apanhar no aeroporto, na época de Pantanal. Hoje, quem vem falar comigo comenta sobre o personagem e elogia meu trabalho. Ninguém foi agressivo”. orgulha-se.

    Acostumado a viver galãs, Gorgulho diz que a vilania dá trabalho. “Quando se faz um galã, se tem uma margem de erro maior. A tolerância é muito menor com os vilões, que são personagens mais fáceis de deixar over”, avalia.

    A vantagem de interpretar um malvado, porém, é a possibilidade de descarregar a energia negativa do dia-a-dia. “A profissão de ator permite essa catarse. A gente descarrega o estresse no personagem. O vilão funciona como uma válvula de escape”, diz.

    Ainda assim, ele acredita que Lemos não sairá impune no final de Essas Mulheres. “Ele tem de ser punido no final. Pessoas como ele não merecem se dar bem.”

    Mineiro, Gorgulho foi um menino tímido na infância e começou a fazer teatro na escola. “Estudei em uma escola pública e havia um professor de História, chamado Orlando, que montou um grupo de teatro amador. Fui para o grupo para me enturmar e para ter dispensa das aulas. Na hora do vestibular, minha família não gostou quando eu disse que faria curso de interpretação, mas, depois, apoiaram”, lembra.

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