Não. Ele não quer ser comparado a Djavan. No mínimo, não quer falar sobre isso. Diz que há cinco anos comenta o fato de as pessoas acharem sua voz e seu jeito de cantar semelhantes aos do cantor de Alagoas. “Esse assunto está saturado”, desabafa. Mas Jorge Vercilo admite a influência: “Sou filho da MPB. Ouvia Djavan, Lenine, Cláudio Cartier”.
O fato é que, parecida ou não com a de Djavan, a voz de Jorge Vercilo cativou muita gente. A ponto de ele comemorar, em 2005, 11 anos de carreira, seis discos gravados, alguns com mais de 100 mil cópias vendidas, e várias turnês pelo Brasil afora. Hoje é a vez de Brasília conferir o show do cantor carioca, de 37 anos. Ele encerra a sétima edição do Projeto Vitrine MPB, do Pátio Brasil, com apresentação gratuita, às 19h.
Além de sucessos não tão recentes, como Que nem Maré, Homem Aranha e Fênix, Vercilo vai cantar músicas do CD Signo de Ar, lançado em maio. Das dez canções inéditas, sete são parcerias com Ana Carolina, Dudu Falcão, Nico Rezende e Jota Maranhão. “Vou cantar a maior parte do Signo de Ar, com destaque para a música Ciclo, da trilha sonora da novela A Lua me Disse (TV Globo)”, adianta. “Quero alternar momentos de reflexão com outros mais animados”.
Quando criança, Jorge Vercilo só queria saber de jogar bola na Praia do Leme, no Rio de Janeiro. Imaginava que seria um jogador profissional. Mas os dribles tornavam-se menos freqüentes. Davam lugar ao violão e à poesia. O talento com as letras chamou a atenção da tia, a cantora Lêda Barbosa, que o incentivou a seguir o caminho da música. E deu certo. Aos 17 anos, Vercilo já cantava e tocava na noite carioca. Pouco depois, apresentou-se em festivais e, em 1993, gravou o primeiro disco, Encontro das Águas. Em 2003, lançou sua primeira coletânea, Perfil, que teve mais de 120 mil cópias vendidas.
Serviço
Show do cantor Jorge Vercilo – Hoje, às 19h, no Pátio Brasil Shopping. Entrada franca.