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Ivan Cardoso mistura terror e pornochanchada

Arquivo Geral

09/06/2005 0h00

O encontro de Roberto Carlos com José Mojica Marins ou de Ângela Maria com um conde Drácula da segunda divisão de Hollywood só poderia resultar numa coisa: o terrir, uma mistura de terror com pornochanchada. O curioso gênero cinematográfico fundado no início dos anos 70, ganhou a telona do 15º Cine Ceará na noite de terça-feira com A Marca do Terrir, uma cinebiografia de colagens a partir dos registros do diretor Ivan Cardoso, em sua câmera super 8. O discípulo de Mojica (o Zé do Caixão) apresentou ao público mais um documento histórico do que, propriamente, um grande filme.

A cinebiografia carrega um aspecto narcisista, da auto-exaltação do cinema de Ivan Cardoso. Cineasta de ocasião, Ivan coloca em cena fragmentos de algumas das obras sarcásticas que fizeram parte da obscura série Quotidianas Kodak, em 1972. O cineasta carioca não fazia filmes. Eram trailers, cinejornais e experimentalismos. E levava a sério.

Super 8Contudo, ao apresentar seus longas O Segredo da Múmia e As Sete Vampiras nos anos 80, a reação da platéia foi bem diferente do que esperava: “Eles riam. Então entendi que eu fazia terrir”, diz Ivan, num dos breves depoimentos ao final da fita.

Há um brilhantismo, por parte da montagem coerente e pela recuperação das imagens originalmente na arcaica película super 8. Ivan, como ele mesmo diz, “era um garoto idiota e desocupado que resolveu sair de casa com uma câmera na mão”.

Aquelas imagens captadas por este jovem nos anos de glória do cinema da Boca do Lixo (a maior parte que nunca vieram a público anteriormente, como Nosferatu no Brasil) são tempero complementar à história do cinema de horror brasileiro – cuja fórmula principal era o sangue de catchup, e catchup mesmo –, porém, que não altera o sabor.

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    09/06/2005 0h00

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    A cinebiografia carrega um aspecto narcisista, da auto-exaltação do cinema de Ivan Cardoso. Cineasta de ocasião, Ivan coloca em cena fragmentos de algumas das obras sarcásticas que fizeram parte da obscura série Quotidianas Kodak, em 1972. O cineasta carioca não fazia filmes. Eram trailers, cinejornais e experimentalismos. E levava a sério.

    Super 8Contudo, ao apresentar seus longas O Segredo da Múmia e As Sete Vampiras nos anos 80, a reação da platéia foi bem diferente do que esperava: “Eles riam. Então entendi que eu fazia terrir”, diz Ivan, num dos breves depoimentos ao final da fita.

    Há um brilhantismo, por parte da montagem coerente e pela recuperação das imagens originalmente na arcaica película super 8. Ivan, como ele mesmo diz, “era um garoto idiota e desocupado que resolveu sair de casa com uma câmera na mão”.

    Aquelas imagens captadas por este jovem nos anos de glória do cinema da Boca do Lixo (a maior parte que nunca vieram a público anteriormente, como Nosferatu no Brasil) são tempero complementar à história do cinema de horror brasileiro – cuja fórmula principal era o sangue de catchup, e catchup mesmo –, porém, que não altera o sabor.

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