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Irmãos comungam a alegria de serem Caymmi

Arquivo Geral

11/08/2004 0h00

Quando Dorival Caymmi olha para o mar, o refluxo vem por meio de uma poesia mansa e generosa. Quando ele se apaixona, o amor se mostra prazenteiro em música para amansar o espírito. O talento do venerável baiano se pereniza em seus filhos, Dori, Danilo e Nana, que agora refluem no palco parte da rica herança no show que apresentam hoje, às 21h, na Sala Villa-lobos do Teatro Nacional.

Para Caymmi, de Nana, Dori e Danilo, 90 anos é uma comunhão musical vigorosa. Depois que viraram músicos, os três irmãos de quando em vez destilavam as canções do patriarca ao longo de suas carreiras. Em entrevista ao Jornal de Brasília, Nana Caymmi ressaltou: “Nós sempre cantamos a música de nosso pai. Em O Mar e o Tempo, meu disco solo mais recente, eu canto as músicas dele. Dessa vez, resolvemos os três juntar algumas delas no repertório do disco”.

A conjunção não podia ter dado mais certo. “Estamos levando para o palco a nossa sala de visitas”, conceitua Nana, lembrando que, por estes dias, os três irmãos estiveram com o pai: “Somos muito unidos. Até Dori, que mora nos Estados Unidos, está sempre fazendo a ponte pro Brasil para ver o papai.”

O velho Caymmi aliás, segundo Nana, sempre esteve cantando nos discos em que os filhos lembravam as composições do pai. “Mesmo ausente dos palcos, meu pai pode vai estar sempre presente na minha música”, diz a filha.

A idéia de comemorar os 90 anos de Caymmi num disco foi de Nana: “Tive a idéia nesse momento em que o mercado está desaquecido, que a nossa cultura está em baixa. Queria fazer essa homenagem antes que algum aventureiro pusesse a mão”.

O espetáculo que os três irão apresentar hoje está centrado no CD ao vivo, que traz músicas como Você já foi a Bahia, Peguei um Ita pro Norte, Marina, O Bem do Mar e Acontece que eu sou Baiano, entre outras pérolas de Caymmi. Um espetáculo antológico, repleto de emoção e ternura.

Algumas das composições presentes no show, no caso específico de Nana Caymmi, tem um sabor novo. “Eu sempre preferi as canções mais calmas e românticas do repertório de papai. Os sambinhas nunca foram a minha praia. Era mais a dos meus irmãos.” A cantora mostra contudo, no palco, que ela “samba” tão bem quanto os irmãos. Por isso, aproveite para “ir” à Bahia, hoje, meu nego. Essa é, com certeza, uma viagem imperdível.

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    Para Caymmi, de Nana, Dori e Danilo, 90 anos é uma comunhão musical vigorosa. Depois que viraram músicos, os três irmãos de quando em vez destilavam as canções do patriarca ao longo de suas carreiras. Em entrevista ao Jornal de Brasília, Nana Caymmi ressaltou: “Nós sempre cantamos a música de nosso pai. Em O Mar e o Tempo, meu disco solo mais recente, eu canto as músicas dele. Dessa vez, resolvemos os três juntar algumas delas no repertório do disco”.

    A conjunção não podia ter dado mais certo. “Estamos levando para o palco a nossa sala de visitas”, conceitua Nana, lembrando que, por estes dias, os três irmãos estiveram com o pai: “Somos muito unidos. Até Dori, que mora nos Estados Unidos, está sempre fazendo a ponte pro Brasil para ver o papai.”

    O velho Caymmi aliás, segundo Nana, sempre esteve cantando nos discos em que os filhos lembravam as composições do pai. “Mesmo ausente dos palcos, meu pai pode vai estar sempre presente na minha música”, diz a filha.

    A idéia de comemorar os 90 anos de Caymmi num disco foi de Nana: “Tive a idéia nesse momento em que o mercado está desaquecido, que a nossa cultura está em baixa. Queria fazer essa homenagem antes que algum aventureiro pusesse a mão”.

    O espetáculo que os três irão apresentar hoje está centrado no CD ao vivo, que traz músicas como Você já foi a Bahia, Peguei um Ita pro Norte, Marina, O Bem do Mar e Acontece que eu sou Baiano, entre outras pérolas de Caymmi. Um espetáculo antológico, repleto de emoção e ternura.

    Algumas das composições presentes no show, no caso específico de Nana Caymmi, tem um sabor novo. “Eu sempre preferi as canções mais calmas e românticas do repertório de papai. Os sambinhas nunca foram a minha praia. Era mais a dos meus irmãos.” A cantora mostra contudo, no palco, que ela “samba” tão bem quanto os irmãos. Por isso, aproveite para “ir” à Bahia, hoje, meu nego. Essa é, com certeza, uma viagem imperdível.

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